sábado, 31 de janeiro de 2009

Horácio Amaral, 40 anos do Prefeito Escola


Abertura das festividades do Sesquicentenário da Independência do Brasil - setembro de 1972.
Horácio Amaral: 40 anos do Prefeito Escola*

31 de janeiro de 1969. Horácio Amaral e Munir Karam, respectivos, prefeito e vice-prefeito eleitos de Campo Mourão tomavam posse. Horácio Amaral sucedia Augustinho Vecchi, que encerrava o período administrativo iniciado por Milton Luiz Pereira em 5 de dezembro de 1963.
Horácio Amaral e Munir Karam foram eleitos em chapa única nas eleições de 15 de novembro de 1968. Karam ficaria por pouco tempo no cargo. No ano seguinte renunciava o cargo para assumir o cargo de juiz de direito da Comarca de Goioerê.
O 12º prefeito de Campo Mourão nasceu em 27 de junho de 1927, na pequena cidade de Mallet (PR). Eleito vereador em Assaí em 1955, logo se revelou político sagaz, dono de uma oratória impecável que o tornaria famoso, tanto no meio político como no tribunal de júri.
Formado em direito pela Universidade Federal do Paraná, ficou conhecido como um dos maiores advogados na área criminal no Estado, sendo admirado e respeitado por seus colegas.
De vereador de Assai a prefeito de Campo Mourão, tornou-se um grande homem público, reconhecido pela sua integridade e honestidade com o patrimônio público.
Foi no quatriênio 1969/1972 que Campo Mourão começou a sofrer profundas mudanças em vários setores. A economia, baseada na extração da madeira assimilou o seu declínio e as terras dos antigos pinheirais cederam lugar às plantações diversas, em especial, as culturas de soja e trigo. Foi neste período que surgiu a Coamo (Cooperativa Agropecuária Mourãoense, hoje Coamo Agroindustrial Cooperativa) uma das maiores da América.
No campo educacional Campo Mourão teve o maior salto vertiginoso na sua história. Ao assumir a prefeitura, Horácio Amaral lançou o desafio baseado nas palavras “não deixar uma criança sem escola”. Para atender a meta foram edificadas escolas na zona rural e urbana, ao todo mais de 170 escolas.
O município foi escolhido como um dos oito do Paraná com as experiências piloto do lançamento da Reforma do Ensino proposta pelo Ministério da Educação. E por último, a meta síntese da administração de Horácio Amaral: o ensino superior.
Criou a Fundescam, hoje Fecilcam. Foi o primeiro passo para implantação de um núcleo universitário regional, que se concretizou somente décadas depois, com a vinda de novos cursos e a abertura de novas instituições de ensino. O prédio central da Fundescam foi edificado somente com recursos do município. A sua inauguração ocorreu em 28 de janeiro de 1973, com conferência inaugural ministrada pelo intelectual e ex-governador Bento Munhoz da Rocha Netto.
O governo de Horácio Amaral não se voltou apenas para a educação. Atendeu diversas demandas, como a pavimentação de vias públicas, conservação e abertura de estradas rurais e a implantação da primeira etapa do sistema de tratamento de esgotos sanitários.
Uma grande catástrofe marcou a gestão de Horácio Amaral. Uma chuva de granizo em 1971 trouxe sérios prejuízos à economia de toda a região e em todos os setores. A cidade demorou anos para esquecer da calamidade.
O período administrativo de Horácio Amaral terminou em 31 de janeiro de 1973. Nas eleições municipais de 1972 apoiou o advogado Renato Fernandes Silva, eleito seu sucessor.
Deixou a Prefeitura com um intento maior. Um sonho que vinha ainda dos tempos de Assaí: uma vaga na Assembléia Legislativa.
Candidato a deputado estadual, em 1974, numa eleição praticamente vencida, Horácio Amaral morre em acidente automobilístico. Circunstâncias semelhantes com a do seu conterrâneo Roberto Brzezinski em 1959, que também aspirava este cargo.
A morte prematura de Horácio Amaral causou uma profunda comoção e abriu um grande vazio na política regional sentido até hoje.

Jair Elias dos Santos Júnior, licenciado em História,
autor do livro “Horácio Amaral: Exemplo e Desafio”.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Horácio Amaral, 40 anos depois.


31 de janeiro de 1969 - Há exatos 40 anos, Horácio Amaral e Munir Karam tornavam-se prefeito e vice-prefeito de Campo Mourão. Horácio e Munir foram eleitos como candidatos únicos em 15 de novembro de 1968. Munir ficaria poucos meses na Prefeitura. Em 1970 deixaria o cargo para assumir o cargo de juiz de direito da Comarca de Goioerê. Horácio terminou o mandato em 31 de janeiro de 1973, passando o cargo para o advogado Renato Fernandes Silva. Depois de deixar a Prefeitura, Horácio tentava buscar uma cadeira na Assembléia Legislativa nas eleições de 1974. Seu intento foi interrompido com sua morte em 7 de agosto daquele ano, num acidente automobilistico na estrada que liga Campo Mourão a Roncador.

Na foto: Sebastião Ferreira Lima, Munir Karam, Augustinho Vecchi (prefeito que deixava o cargo) e Horácio Amaral (discursando) e Pedro da Veiga, transmitindo a solenidade histórica pelos microfones da Rádio Colméia.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Mundo está aliviado com Obama, diz Hillary



A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, sugeriu nesta terça-feira (27) que o mundo está dando um suspiro de alívio com as medidas tomadas pelo presidente Barack Obama para consertar os danos causados por seu antecessor, George W. Bush.
Em sua primeira entrevista coletiva como secretária de Estado norte-americana, Hillary disse que o entusiasmo com a transição norte-americana foi "reforçado reiteradamente" durante os telefonemas que tem trocado com seus colegas estrangeiros nos últimos dias.
"Há um grande suspiro percorrendo o mundo conforme as pessoas manifestam seu apreço pela nova direção que está sendo estabelecida e pela equipe montada pelo presidente", afirmou a ex-adversária de Obama nas eleições primárias do Partido Democrata. "Temos muitos danos a reparar", acrescentou.
Pressionada por jornalistas, ela disse que suas declarações não devem ser encaradas como um repúdio completo ao governo Bush, e que haverá continuidade em algumas políticas. "Não é um tipo de repúdio ou indiciamento dos últimos oito anos, não tanto quanto um entusiasmo e uma aceitação de como vamos agir", afirmou.
Muitos países árabes e europeus foram contra a guerra promovida por Bush no Iraque e apontaram supostos abusos aos direitos humanos, especialmente no trato a presos na base naval de Guantánamo, prisão que Obama prometeu desativar dentro de um ano.
Sem entrar em detalhes, Hillary disse que há regiões do mundo que também se sentiram desprezadas pelo governo Bush, enquanto outras se sentiram excessivamente visadas.
Em geral, os líderes mundiais saudaram a eleição de Obama, mas analistas dizem que sua lua-de-mel pode ser curta, já que ele enfrenta inúmeros desafios, como a crise econômica global, as guerras do Iraque e do Afeganistão e o conflito do Oriente Médio.
Alguns aliados já demonstram resistência aos primeiros pedidos de Obama. A França, por exemplo, sinalizou que não pretende enviar mais tropas ao Afeganistão, e a União Europeia não chegou a um acordo nesta segunda-feira sobre a colaboração conjunta a ser oferecida aos EUA para a desativação da prisão de Guantánamo.
"Na Europa e em outros lugares, há um desligamento entre a popularidade de Obama e a receptividade às suas prováveis políticas," disse editorial do jornal The Washington Post na segunda-feira.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Pochapski quer linha aérea para Campo Mourão

A Comissão Representativa do Poder Legislativo em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (26/01), aprovou requerimento de autoria do vereador Professor José Pochapski (PPS), solicitando a empresa Sol Linhas Aéreas, a possibilidade da inclusão de Campo Mourão na rota Curitiba-Cascavel-Foz do Iguaçu, quando da operação das atividades da empresa.

Prestes a levantar seu primeiro vôo, a Sol Linhas Aéreas, empresa paranaense e mais nova companhia de transporte regional do país, está investindo R$ 900 mil na construção de hangar, asfaltamento de vias de acesso e instalação de escritório no aeroporto de Cascavel. A expectativa é de que tudo esteja concluído até o fim deste mês, quando a Sol começa a operar com cinco vôos na rota Curitiba-Cascavel-Foz do Iguaçu.

A nova empresa aérea pretende voar para todas as cidades de médio porte do estado. A Sol Linhas Aéreas vai estrear operando a rota Curitiba-Cascavel-Foz do Iguaçu com uma aeronave turboélice L410 com capacidade para 19 pessoas. No decorrer do ano mais três aeronaves do mesmo modelo serão incorporadas às frota, quando a companhia vai estender seu atendimento a outras cidades do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Paraguai.

José Pochapski justifica o requerimento citando que “Campo Mourão é município sede da Microrregião 12, que agrega 25 Municípios, totalizando uma população de aproximadamente 356.191 mil habitantes, e sem dúvida, merecedora dos benefícios da Sol Linhas Aéreas” sintetiza o vereador no pedido.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Almoço de Obama homenageia Lincoln


Apenas duzentos seletos convidados, entre parlamentares e ex-presidentes, participam do primeiro almoço oficial de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos.

O menu foi preparado pelo catering Design Cuisine e teve de passar pela aprovação de uma comissão bi-partidária de senadores encabeçada por Diane Feinstein e Nancy Pelosi, que degustou todos os pratos para a escolha. O banquete tem como tema o bicentenário de nascimento do presidente Abraham Lincoln, que é a principal inspiração do recém-empossado presidente Obama. A sobremesa, o pão-de-ló de maçã e canela era um dos doces favoritos de Lincoln. E o prato principal, chamado de "Aves americanas" mistura pato e faisão, numa alusão à fauna selvagem do país. O almoço começou com um cozido de frutos do mar.

O chef Shannon Shaffer comandou uma cozinha com mais de 120 pessoas, trabalhando durante mais de três dias. Ao lado do fogão, agentes do serviço secreto americano garantiram a segurança da comida.

Mantendo o tema puramente americano da refeição, os vinhos servidos são todos californianos. Com a entrada o Sauvignon Blanc 2007 da Duckhorn Vineyards, no Napa Valley. Com o prato principal um Pinot Noir do Anderson Valley, o Goldeneye 2005. Para acompanhar a sobremesa, um espumante Korbel Natural "Special Inauguration Cuvèe", não safrado, engarrafado para a ocasião, curiosamente trazendo na garrafa a palavra "Champagne", que não aparece em espumantes feitos fora da região francesa.

O almoço é servido na suntuosa "Sala das Estátuas" do Congresso, alguns metros atrás do cenário da posse. Em seguida o presidente Obama segue em cortejo para a Casa Branca.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

VINTE LIÇÕES PARA UM MELHOR VIVER

1. No máximo a cada duas horas de trabalho, faça pausas de dez minutos. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
2. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
3. Planeje seu dia, mas deixe sempre um bom espaço para improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
5. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
7. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
8. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são puras perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
9. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
10. Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
11. Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trava do movimento e da busca.
13. É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
14. Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
15. Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
18. Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
19. Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.
20. Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: Você é o que se fizer.

Tese do pensador russo Gurdjieff

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Enfim, Obama President!


Leia abaixo a íntegra do discurso de posse do presidente dos EUA, Barack Obama.

Meus caros concidadãos,

Estou aqui hoje humildemente diante da tarefa que temos pela frente, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos serviços que prestou à nação, assim como pela generosidade e a cooperação que ele demonstrou durante esta transição.

Quarenta e quatro americanos já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram pronunciadas durante marés ascendentes de prosperidade e nas águas plácidas da paz. Mas de vez em quando o juramento é feito entre nuvens carregadas e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu em frente não apenas por causa da visão ou da habilidade dos que ocupavam os altos cargos, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antepassados e leais aos nossos documentos fundamentais.

Assim foi. Assim deve ser para esta geração de americanos.Que estamos em meio a uma crise hoje é bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio. Nossa economia está gravemente enfraquecida, uma consequência da cobiça e da irresponsabilidade de alguns, mas também de nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar o país para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos, cortados; empresas, fechadas. Nosso sistema de saúde é caro demais; nossas escolas falham para muitos; e cada dia traz novas evidências de que os modos como usamos a energia reforçam nossos adversários e ameaçam nosso planeta.Esses são indicadores de crise, sujeitos a dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o desgaste da confiança em todo o nosso país -- um temor persistente de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve reduzir suas perspectivas.

Hoje eu lhes digo que os desafios que enfrentamos são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão resolvidos facilmente ou em um curto período de tempo. Mas saiba disto, América -- eles serão resolvidos.Neste dia, estamos reunidos porque escolhemos a esperança acima do medo, a unidade de objetivos acima do conflito e da discórdia.Neste dia, viemos proclamar o fim dos sentimentos mesquinhos e das falsas promessas, das recriminações e dos dogmas desgastados que por tanto tempo estrangularam nossa política. Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras da escritura, chegou o tempo de pôr de lado as coisas infantis. Chegou o tempo de reafirmar nosso espírito resistente; de escolher nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, transmitida de geração em geração: a promessa dada por Deus de que todos são iguais, todos são livres e todos merecem a oportunidade de perseguir sua plena medida de felicidade.Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que a grandeza nunca é um fato consumado. Deve ser merecida. Nossa jornada nunca foi de tomar atalhos ou de nos conformar com menos. Não foi um caminho para os fracos de espírito -- para os que preferem o lazer ao trabalho, ou buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Foram, sobretudo, os que assumem riscos, os que fazem coisas -- alguns célebres, mas com maior frequência homens e mulheres obscuros em seu labor, que nos levaram pelo longo e acidentado caminho rumo à prosperidade e à liberdade.

Por nós, eles empacotaram seus poucos bens terrenos e viajaram através de oceanos em busca de uma nova vida.Por nós, eles suaram nas oficinas e colonizaram o Oeste; suportaram chicotadas cortantes e lavraram a terra dura.Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg, na Normandia e em Khe Sahn.Incansavelmente, esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até ralar as mãos para que pudéssemos ter uma vida melhor. Eles viam a América como algo maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento, riqueza ou facção.Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e poderosa da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando esta crise começou. Nossas mentes não são menos criativas, nossos produtos e serviços não menos necessários do que foram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade continua grande. Mas nosso tempo de repudiar mudanças, de proteger interesses limitados e de protelar decisões desagradáveis -- esse tempo certamente já passou. A partir de hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira e começar novamente o trabalho de refazer a América.Para todo lugar aonde olharmos há trabalho a ser feito. A situação da economia pede ação ousada e rápida, e vamos agir -- não apenas para criar novos empregos, mas depositar novas bases para o crescimento. Vamos construir estradas e pontes, as redes elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Vamos restabelecer a ciência a seu devido lugar e utilizar as maravilhas da tecnologia para melhorar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir seus custos. Vamos domar o sol, os ventos e o solo para movimentar nossos carros e fábricas. E vamos transformar nossas escolas, colégios e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso faremos.

Agora, há alguns que questionam a escala de nossas ambições -- que sugerem que nosso sistema não pode tolerar um excesso de grandes planos. Suas memórias são curtas. Pois eles esqueceram o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem conseguir quando a imaginação se une ao objetivo comum, e a necessidade à coragem.O que os cínicos não entendem é que o chão se moveu sob eles -- que as discussões políticas mofadas que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A pergunta que fazemos hoje não é se nosso governo é grande demais ou pequeno demais, mas se ele funciona -- se ele ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, tratamentos que possam pagar, uma aposentadoria digna. Quando a resposta for sim, pretendemos seguir adiante. Quando a resposta for não, os programas terminarão. E aqueles de nós que administram os dólares públicos terão de prestar contas -- gastar sabiamente, reformar os maus hábitos e fazer nossos negócios à luz do dia -- porque somente então poderemos restaurar a confiança vital entre uma população e seu governo. Tampouco enfrentamos a questão de se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder de gerar riqueza e expandir a liberdade é inigualável, mas esta crise nos lembrou de que sem um olhar vigilante o mercado pode sair do controle -- e que uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho de nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; de nossa capacidade de estender oportunidades a todos os corações dispostos -- não por caridade, mas porque é o caminho mais certeiro para o nosso bem comum. Quanto a nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a opção entre nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal podemos imaginar, redigiram uma carta para garantir o regime da lei e os direitos do homem, uma carta expandida pelo sangue de gerações. Aqueles ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da conveniência. E assim, para todos os outros povos e governos que nos observam hoje, das maiores capitais à pequena aldeia onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e de todo homem, mulher e criança que busque um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar novamente.Lembrem que as gerações passadas enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com sólidas alianças e convicções duradouras. Elas compreenderam que somente nossa força não é capaz de nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Pelo contrário, elas sabiam que nosso poder aumenta através de seu uso prudente; nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força de nosso exemplo, das qualidades moderadoras da humildade e da contenção.Somos os mantenedores desse legado. Conduzidos por esses princípios mais uma vez, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem um esforço ainda maior -- maior cooperação e compreensão entre as nações. Vamos começar de maneira responsável a deixar o Iraque para sua população, e forjar uma paz duramente conquistada no Afeganistão.

Com antigos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e reverter o espectro do aquecimento do planeta. Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem vacilaremos em sua defesa, e aos que buscam impor seus objetivos provocando o terror e assassinando inocentes dizemos hoje que nosso espírito está mais forte e não pode ser dobrado; vocês não podem nos superar, e nós os derrotaremos.Pois sabemos que nossa herança de colcha de retalhos é uma força, e não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus -- e de descrentes. Somos formados por todas as línguas e culturas, saídos de todos os cantos desta Terra; e como provamos o sabor amargo da guerra civil e da segregação, e emergimos daquele capítulo escuro mais fortes e mais unidos, só podemos acreditar que os antigos ódios um dia passarão; que as linhas divisórias logo se dissolverão; que, conforme o mundo se tornar menor, nossa humanidade comum se revelará; e que a América deve exercer seu papel trazendo uma nova era de paz. Ao mundo muçulmano, buscamos um novo caminho à frente, baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Para os líderes de todo o mundo que buscam semear conflito, ou culpam o Ocidente pelos males de sua sociedade -- saibam que seu povo os julgará pelo que vocês podem construir, e não pelo que vocês destroem. Para os que se agarram ao poder através da corrupção e da fraude e do silenciamento dos dissidentes, saibam que vocês estão no lado errado da história; mas que lhes estenderemos a mão se quiserem abrir seu punho cerrado. Aos povos das nações pobres, prometemos trabalhar ao seu lado para fazer suas fazendas florescer e deixar fluir águas limpas; alimentar corpos famintos e nutrir mentes famintas. E para as nações como a nossa, que gozam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais suportar a indiferença pelos que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nas consequências. Pois o mundo mudou, e devemos mudar com ele.

Ao considerar o caminho que se desdobra a nossa frente, lembramos com humilde gratidão daqueles bravos americanos que, nesta mesma hora, patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis caídos que repousam em Arlington sussurram através dos tempos. Nós os honramos não só porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles personificam o espírito de servir; a disposição para encontrar significado em algo maior que eles mesmos. No entanto, neste momento -- um momento que definirá uma geração -- é exatamente esse espírito que deve habitar em todos nós.Pois por mais que o governo possa fazer e deva fazer, afinal é com a fé e a determinação do povo americano que a nação conta. É a bondade de hospedar um estranho quando os diques se rompem, o altruísmo de trabalhadores que preferem reduzir seus horários a ver um amigo perder o emprego, que nos fazem atravessar as horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro para subir uma escada cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai a alimentar seu filho, o que finalmente decide nosso destino. Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que depende nosso sucesso -- trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo -- essas são coisas antigas. São coisas verdadeiras. Elas têm sido a força silenciosa do progresso durante toda a nossa história. O que é exigido de nós hoje é uma nova era de responsabilidade -- um reconhecimento, por parte de todos os americanos, de que temos deveres para nós mesmos, nossa nação e o mundo, deveres que não aceitamos resmungando, mas sim agarramos alegremente, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos em uma tarefa difícil.Esse é o preço e a promessa da cidadania.Essa é a fonte de nossa confiança -- o conhecimento de que Deus nos chama para moldar um destino incerto.
Esse é o significado de nossa liberdade e nosso credo -- a razão por que homens e mulheres e crianças de todas as raças e todas as fés podem se unir em comemoração neste magnífico espaço, e por que um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, talvez não fosse atendido em um restaurante local hoje pode se colocar diante de vocês para fazer o juramento mais sagrado.Por isso vamos marcar este dia com lembranças, de quem somos e do longo caminho que percorremos.

No ano do nascimento da América, no mês mais frio, um pequeno bando de patriotas se amontoava junto a débeis fogueiras nas margens de um rio gelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução era mais duvidoso, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas para o povo:"Que seja dito ao mundo futuro ... que na profundidade do inverno, quando nada exceto esperança e virtude poderiam sobreviver ... que a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, avançaram para enfrentá-lo".

A América, diante de nossos perigos comuns, neste inverno de nossa dificuldade, vamos nos lembrar dessas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar mais uma vez as correntes geladas, e suportar o que vier. Que seja dito pelos filhos de nossos filhos que quando fomos testados nos recusamos a deixar esta jornada terminar, não viramos as costas nem vacilamos; e com os olhos fixos no horizonte e com a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às futuras gerações.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Soa bem

Soa bem
Philip Collins

O aspecto menos compreendido da boa retórica é que muito mais é dito além das palavras. Todo orador dá um tom particular ao seu material, e é tão impossível evitar isso quanto desafiar a gravidade. Tony Blair encontrou a leveza sem tentar. Gordon Brown é incapaz de falhar ao transmitir solenidade, mesmo quando sorri. E Barack Obama tem, para usar um de seus próprios termos, um vento de moralidade nas costas.É banal, porque é muito óbvio, concluir que as palavras de Obama pertencem a uma tradição de retórica clássica. Assim como qualquer um que fale usando sentenças completas. Hazel Blears [política britânica], num discurso em setembro de 2008, fez uso exemplar da anáfora: a repetição das palavras essenciais de um parágrafo. Mas não é falta de mérito de Blears ter conseguido apenas uma fração do poder que Martin Luther King Jr. atingiu usando a mesma técnica em seu discurso "Eu tenho um sonho". A intolerância racial é um assunto forte. É difícil conseguir o mesmo efeito com a reforma do governo local.
Os preceitos da retórica clássica nos ajudam a ver como o truque funciona. Mas a competência técnica é a única coisa que a genialidade tem em comum com a mediocridade. Ela não explica porque Obama, mesmo antes de assumir o poder em 20 de janeiro, já começou a se igualar aos grandes oradores políticos do século passado: Winston Churchill, John F. Kennedy, King e Vaclav Havel.A retórica de Obama é raramente floreada.
No papel, ela não tem nem mesmo um colorido especial. As passagens de menos sucesso, na verdade, são aquelas em que a prosa se torna elaborada. No discurso de vitória em novembro, por exemplo, Obama sugeriu que todos deveriam "colocar as mãos sobre o arco da história e curvá-lo mais uma vez em direção à esperança de um dia melhor". A melhor coisa a dizer sobre isso é que você sabe do que ele está falando.Mas, em seus melhores momentos, Obama combina uma forma poética de expressão com uma compressão poética de significado, enquanto raramente se desvia da linguagem comum. Seus discursos tomam asas, mas o vôo vem tanto do ritmo das sentenças quanto da elevação da linguagem.
Um discurso de Obama é na verdade como uma música pop. A letra não traz um grande mistério. Mas, com a melodia certa, um significado que mal parecia estar escondido na prosa é revelado. Nenhum escritor poderia dar esse senso musical a Hillary Clinton. Mas ele está sempre presente na maneira em que Obama enfatiza a palavra mais importante de cada sentença. É possível entender o assunto apenas ouvindo as palavras que ele sublinha verbalmente. Isso também está presente quando ele deixa uma consoante escorregar, para estender o som e segurar a sentença. Isso é mais parecido com pregar, que, por sua vez, é parecido com cantar. Will.i.Am, vocalista do The Black Eyed Peas, provou esse ponto ao transformar em música o discurso de Obama durante as primárias em New Hampshire. Nenhuma tradução foi necessária entre os dois formatos.O poder sedutor de sua voz significa que o texto ocasionalmente desajeitado de Obama escapa da avaliação crítica apropriada.
O discurso de New Hampshire foi a primeira manifestação do refrão repetitivo "sim, nós podemos". Se um dos Milibands dissesse isso - eles dirão, eles dirão - nós riríamos da inocência, e desprezaríamos o clichê. David Lammy fez alguns bons discursos ultimamente, mas sua tentativa de ser equiparado a Obama não sobreviverá à ridicularização por parte da cínica cultura política da Inglaterra. Ou então, pegue outro bordão de Obama: é de fato uma audácia ter esperança? Isso de fato significa alguma coisa? Não muito mais do que se fosse invertida: a esperança de audácia.
Obama está além da crítica, por enquanto.Estamos julgando o pensador aqui, e não a ideia, e ele está temporariamente dispensado de críticas. Até agora, o objeto desse elogio poderia ter sido Bill Clinton. Mas Obama é duas vezes melhor do que Clinton, porque ele está preparado para confrontar argumentos difíceis. Aristóteles foi o primeiro, apesar de Cícero ter deixado o assunto mais claro, a apontar que nenhuma habilidade com palavras é capaz de mascarar a ausência de um ponto de vista sério. Clinton tinha uma facilidade invejável com as palavras, mas com frequência tinha pouco a dizer. Ele podia deixar assuntos sérios em silêncio, enquanto às vezes usava sua eloquência para tratar de trivialidades. Por outro lado, mesmo durante seu exultante discurso de vitória, Obama se esforçou para expor argumentos reais. Ele definiu os problemas que terá de enfrentar: duas guerras, um planeta em risco, a pior crise financeira do século.O truque mais confiante em discursos públicos, um que seria bom Gordon Brown copiar, é fazer argumentos opostos reconhecíveis por quem os defende. A generosidade na argumentação dá peso às denúncias, uma vez que a boa retórica nunca faz crítica direta.
O discurso agora famoso de Obama na convenção democrata de 2004 é um exemplo ilustrativo. Ele reconhece as opiniões divergentes e as envergonha através da aceitação. É um discurso habilidoso, e vale citar um trecho: "Não existe uma América negra e uma América branca e uma América latina e uma América asiática; o que existe são os Estados Unidos da América. Os estudiosos gostam de dividir nosso país em Estados vermelhos e Estados azuis: vermelhos para os Republicanos, azuis para os Democratas. Mas também tenho uma notícia para eles. Nós cultuamos um Deus maravilhoso nos Estados azuis, e não gostamos de agentes federais revistando nossas bibliotecas nos Estados vermelhos. Nós treinamos as crianças nos esportes nos Estados azuis e, sim, temos alguns amigos gays nos Estados vermelhos".Mas o melhor exemplo dessa coragem intelectual aconteceu num discurso em abril quando ele confrontou a possibilidade crescente de que o reverendo Jeremiah Wright pudesse prejudicar sua campanha presidencial.
O mais óbvio a ser feito era colocar-se acima do assunto imediato, falar com indignação moral sobre a injustiça social e cortejar comparações deliberadas com Martin Luther King Jr. Ao recusar-se a tomar esse rumo óbvio, ao acolher Wright e reconhecer os nomes feios usados por sua própria avó, Obama mostrou que uma grande habilidade como escritor é inútil a menos que você tenha uma grande coragem enquanto orador.Aquele discurso foi importante porque o assunto era importante. Barack Obama é um homem negro que estava concorrendo à presidência dos Estados Unidos da América. Esse fato extraordinário significa que ele pode ser eloquente sem fugir. Se o assunto for tão relevante quanto esse, não é preciso implorar para causar efeito.Este, também, é um preceito clássico. Aristóteles disse que a boa retórica tem três componentes: logos, ethos e pathos.
No caso de Obama, o pathos do momento é irresistível. Wilfred Owen expôs bem isso: a poesia, disse ele, está num estado lastimável. Um bom escritor tem, com certeza, o comando da linguagem. Só isso já é um dom. Mas no momento em que ele fala pelos outros, é uma herança.

(Phillip Collins foi redator de discursos para Tony Blair.
Agora ele escreve para o Times de Londres).
Tradução: Eloise de Vylder

domingo, 18 de janeiro de 2009

A praça da soberania de Niemeyer, por Élio Gaspari.

Um artigo intitulado “Niemeyer e Brasília: Criador versus Criatura”, da professora Sylvia Ficher, publicado na Revista MDC, recomenda que o esboço do arquiteto para a construção da Praça da Soberania passe por mais debate e menos celebração.
Ela condena os sucessivos acréscimos feitos por Niemeyer à monumentalidade arquitetônica da cidade, a começar pelo Panteão da Pátria, inaugurado em 1986: “predinho sem graça e sem uso, verdadeira câmara escura”. A nova ideia de Niemeyer é a construção do Memorial dos Presidentes, um pavilhão curvo de dois andares e, segundo Ficher, um “unicórnio” ou “chifre de concreto” de 100 metros de altura. A professora não gosta da ideia da celebração oficialista do Memorial dos Presidentes, mas sua principal crítica relaciona-se com a interferência do prédio e do “chifre” na perspectiva monumental que vai da estação rodoviária ao Congresso.
A ideia da Praça da Soberania derivou da necessidade de construção de um estacionamento subterrâneo na ponta da Esplanada, mas uma coisa nada tem a ver com a outra. Há 50 anos, acreditava-se que havia algum simbolismo deixando-se a vista do Congresso livre para a choldra que desembarcasse na rodoviária. Agora, o Memorial dos Presidentes funcionará como um tapume de concreto escondendo o Parlamento. Não deixa de ser um novo simbolismo.
A lei determina que Oscar Niemeyer, e só ele, pode mexer na arquitetura pública da capital, do toldo do Itamaraty à churrasqueira do Alvorada. Tudo bem, até porque quando a ditadura militar resolveu afastá-lo, produziu um monstruoso terminal no aeroporto da cidade. Daí a se transformar qualquer novidade em celebração, vai uma distância.
Quando Lúcio Costa e Niemeyer projetaram a cidade poderiam ter previsto um Memorial dos Presidentes exatamente onde ele quer colocá-lo agora. Não o fizeram.
Sylvia Ficher está longe de ser uma plantonista da crítica a Niemeyer. Pelo contrário, é coautora do livrinho “Guiarquitetura Brasília”, publicado com o copatrocínio da Unesco. Ela explica: “O eixo cerimonial de Brasília não é simplesmente uma relíquia de uma era descartada ou o símbolo de uma utopia frustrada. Na verdade, é tão crucial para os valores de sua era quanto as pirâmides o foram para as civilizações do passado. Adulterar essa visão representa uma tragédia cultural, mesmo que as mudanças tenham sido orientadas pela mão do criador.”
A discussão em torno da Praça da Soberania pode ser fatiada. Uma coisa é o projeto do memorial com seu unicórnio. Outra é a localização.
É uma temeridade discutir projetos de arquitetura assinados por Niemeyer, mas não se lhe pode atribuir o dom da onisciência. Outro dia, ele escreveu um artigo informando que teve nas mãos e folheou “uma obra fantástica do historiador inglês Simon Sebag Montefiore, sobre a juventude de Stalin (…) reabilitando a figura do grande líder soviético, tão deturpada e injustamente combatida pelo mundo capitalista”.
Montefiore, autor do fenomenal “A Corte do Czar Vermelho”, pesquisou durante dez anos em 23 cidades de nove países e teve acesso inédito a arquivos georgianos, onde o Generalíssimo viveu a infância e a adolescência. “O Jovem Stalin” segue uma visão menos radical do que a de Isaac Deutscher em sua clássica biografia de Josef Djugashvili.
Ele foi um charmeur, sabia ser divertido, tinha gosto pelo cinema e conhecimentos literários. Isso não tem a ver com reabilitação.
No quarto parágrafo da introdução do novo livro, Montefiore informa: “As atividades e os crimes de Stalin antes da revolução foram muito maiores do que sabíamos”. Josef tinha 22 anos quando chegou ao Cáucaso, lançando-se “numa vida de banditismo, extorsão e agitação”.
Eis a conclusão do historiador a respeito de um personagem que, em certos aspectos pessoais, o cativou: “Um megalomaníaco paranoico, mestre anormal da miséria humana numa escala só comparável à da Alemanha hitlerista”.
Os artigos de Ficher e de Niemeyer, este publicado na “Folha de S. Paulo” e intitulado “Quando a verdade se impõe”, estão na internet.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Vereador José Pochapski quer mais agilidade na Câmara

O vereador José Pochapski (PPS), apresentou requerimento solicitando a presidência do Poder Legislativo, a instalação de uma Comissão para a revisão da Lei Orgânica e do Regimento Interno do Poder Legislativo. A iniciativa também foi subscrita pelos vereadores Helton Borges (PR), Edoel Rocha (PDT) e Ademir Franco de Lima (PSL).

Pela proposta apresentada, a comissão para alteração da Lei Orgânica e do Regimento Interno será composta por um representante de todas as bancadas partidárias. A Comissão terá o prazo de 120 dias, para apresentar as propostas. Depois de apresentadas, os projetos serão votados pelos vereadores. José Pochapski, um dos autores do pedido, acredita que a iniciativa poderá "dar agilidade e poder de decisão ao Legislativo".

Histórico – A Lei Orgânica de Campo Mourão foi promulgada em 5 de abril de 1990. Durante 19 anos de sua vigência, a Lei Orgânica sofreu 20 alterações. No ano de 2001 foi criada uma Comissão Especial para Análises e Alterações da Lei Orgânica. Durante dois anos a Comissão fez a adequação do texto as Emendas Constitucionais e promoveu adequações na técnica legislativa e na redação. O Regimento Interno da Câmara Municipal foi promulgado em 28 de dezembro de 1990 e recebeu 56 alterações até o final da última legislatura.

Deputado paranaense se compara à Obama

O deputado paranaense Osmar Serraglio, um dos candidatos do PMDB à Câmara dos Deputaods, distribuiu uma carta a todos os colegas do Congresso nesta quarta (14) comparando sua candidatura à de Barack Obama para a presidência dos EUA.

Serraglio não tem o apoio da cúpula do PMDB, que está ao lado de Michel Temer. "Sei do empenho de alguns líderes. Mas lembro que se depende da cúpula, Obama não seria presidente", disse o deputado na carta. Como 'metas de campanha', Serraglio aponta a redução de medidas provisórias e maior participação dos deputados nas reformas política e tributária.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Para presidente do PPS, governistas querem dar ‘golpe’; relator da reforma política nega


Folha de São Paulo, edição de hoje.
Nem mesmo o recesso do Congresso impediu a oposição de acusar o Planalto de articular um “golpe” para aprovar, em meio à reforma política, o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente do PPS, Roberto Freire, passou a semana advertindo colegas sobre a possibilidade, aberta com a futura instalação de uma comissão especial na Câmara.

No mês passado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara barrou três propostas de emendas constitucionais que abriam brechas para a possível aprovação de um terceiro mandato. Mas, como a CCJ deu parecer favorável a outras 62 propostas de emenda que mudam o rito político, a Câmara terá de se debruçar sobre o assunto em 2009.

Na comissão especial a ser criada, será possível a apresentação de novas emendas. Daí, o temor de parte da oposição de que ressurja a discussão sobre a possibilidade de uma nova reeleição. Crise - A preocupação de oposicionistas aumentou quando o deputado Carlos Willian (PTC-MG), da base de sustentação do governo, avisou que já se prepara para apresentar proposta que permitirá ao presidente Lula buscar um novo mandato.
“O discurso do governo e as sinalizações de um terceiro mandato são um absurdo completo”, afirmou Freire. “Há cheiro de golpe no ar.” Para ele, só a crise financeira mundial e a mobilização da sociedade podem demover aliados de Lula da ideia de “se perpetuar no poder”. “Apenas o agravamento da crise, que infelizmente creio que irá ocorrer, e a incapacidade do governo frente à ela pode demover o PT da ideia de mais um mandato. O PT sabe que o Lula é um candidato forte, mas a sociedade pode e deve se mobilizar”, afirmou Freire.

Para o deputado, o governo e o próprio presidente Lula “não têm nenhum compromisso com a democracia”. Relator da reforma política, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), já deu reiteradas declarações que não há tentativa de golpe ou de terceiro mandato em vista. Para ele, a oposição está vendo “fantasmas” em plena luz do meio-dia.

Lula também já disse em diversas ocasiões que não há possibilidade de concorrer em 2010, e vem se dedicando a viabilizar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ao alertar sobre uma suposta articulação por uma nova eleição de Lula, Freire desconsidera uma proposta que vai no sentido contrário e que é vista com simpatia por governistas e líderes da oposição: o fim da reeleição e a extensão dos mandatos de chefes do Executivo de quatro para cinco anos. A ideia já recebeu o apoio dos governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, ambos do PSDB. Também já foi defendida pelo presidente Lula.
Sem respaldo - Líder do PSDB na Câmara, o deputado José Aníbal (PSDB) também vê com preocupação a discussão sobre um terceiro mandato de Lula, mas acredita que a tese não terá ressonância no Congresso. “Não acredito que a Câmara e o Senado possam dar sequência a isso”, disse.

O líder tucano não poupou críticas à tentativa de reforma política em curso. “Aquilo não passa de reforma eleitoral. Reforma política de verdade é pensar em mudar a relação entre o eleitor e o eleitorado”, comentou. Aníbal destacou que, ao analisar as 62 propostas de emendas constitucionais aprovadas na CCJ no mês passado, o que se vê são apenas tentativas de mudanças no calendário eleitoral. “A discussão ficou em cima de mandato de quatro ou cinco anos, de reeleição ou não e de coincidência das eleições em todos os níveis de representação”, observou.

FRASES

Roberto Freire
Presidente do PPS
“Apenas o agravamento da crise e a incapacidade do governo frente à ela pode demover o PT da ideia de mais um mandato para Lula”

José Aníbal
Líder do PSDB na Câmara
“Reforma política de verdade é pensar em mudar a relação entre o eleitor e o eleitorado”

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Campanha da CNBB ataca prática do "rouba, mas faz"

Folha de São Paulo: Campanha da CNBB ataca prática do "rouba, mas faz"

Data: 12/1/2009

FLÁVIO FERREIRAda Folha de S.Paulo

A indiferença em relação à corrupção na política, expressada em enunciados como "rouba, mas faz" ou "tudo acaba em pizza", será alvo da Campanha da Fraternidade de 2009, segundo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), instituição da Igreja Católica. Realizada desde 1964 pela CNBB na Quaresma (período de 40 dias que antecede a Páscoa), a campanha deste ano terá como tema segurança pública, mas também abordará assuntos de ética na política. As discussões nas reuniões e celebrações da campanha, que ocorrem em igrejas, escolas e casas, poderão impulsionar um movimento de coleta de assinaturas para criar uma lei que visa barrar candidaturas de políticos com ocorrências na Justiça.

A CNBB é uma das coordenadoras de um grupo de entidades que busca obter 1,5 milhão de assinaturas com o objetivo de apresentar um projeto de lei ao Congresso contra a participação dos "ficha-suja" nas eleições. Cerca de 700 mil pessoas já subscreverem a proposta de lei, segundo a CNBB. De acordo com o texto-base da campanha, um dos objetivos é "denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, a economia e as gestões públicas, assim como a injustiça presente nos institutos da prisão especial, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar para os crimes comuns". Os crimes de corrupção e do "colarinho branco" não são violentos em si, mas geram outras formas de violência, diz o texto-base.

O secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa (bispo auxiliar do Rio de Janeiro), afirma que "frases como "rouba, mas faz" são sintomas de uma mentalidade difusa no meio do povo e expressam um indiferentismo perigoso". Para Barbosa, "tem muita gente que diz que é preciso levar vantagem sempre, mesmo que para isso seja preciso enganar. Isso pode servir de substrato cultural para justificar situações de impunidade". O secretário-geral da CNBB diz que a Campanha da Fraternidade deste ano pode repetir o feito da edição de 1996, que serviu de ponto de partida para a obtenção de 1 milhão de assinaturas para a criação da lei nº 9.840, que tornou mais efetivas as punições em casos de compra de votos.

O texto do projeto de lei do movimento atualmente em curso veda a participação nas disputas eleitorais de pessoas punidas em primeira instância pelo Poder Judiciário. De acordo com a legislação em vigor, só podem ser cassadas as candidaturas de políticos que forem condenados em definitivo pela Justiça, o que normalmente ocorre após a apresentação de recursos aos tribunais de segunda instância (tribunais de justiça estaduais ou tribunais regionais federais) e às cortes superiores do país (Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal). "É preciso tomar cuidado para não cometer injustiças. A primeira versão do nosso projeto de lei dizia que bastava uma denúncia. Aí realmente estava aberto demais, bastava que um promotor fosse desafeto político de alguém, fizesse uma denúncia e o sujeito se tornava inelegível", disse Barbosa.

Sem apoio da OAB

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), parceira da CNBB no movimento pela aprovação da lei contra a compra de votos, não aderiu à campanha contra os "ficha-suja". O Conselho Federal da OAB decidiu apoiar um projeto de lei em curso na Câmara Federal que impede as candidaturas de pessoas condenadas por decisões judiciais, mas aquelas originadas em tribunais, que, em geral, julgam casos em segunda instância e processos de políticos com foro privilegiado.

"O Conselho entendeu que é melhor o projeto já em curso na Câmara, mas cada seccional estadual tem autonomia para decidir como se comportar em relação à campanha", disse Cezar Britto, presidente da entidade. A seccional de São Paulo da entidade foi um das que se opuseram ao projeto da CNBB. Para Luiz Flávio Borges D"Urso, presidente da regional paulista da OAB, a criação de uma lei para tornar inelegíveis aquelas pessoas condenadas apenas em primeira instância seria inconstitucional.

"Atendendo ao princípio constitucional da presunção de inocência, só se pode impedir uma candidatura após um indivíduo ser condenado criminalmente de maneira definitiva. O julgamento sem esgotar todas as instâncias pode levar um inocente a suportar uma punição indevida", disse D" Urso.

País terá 101 adidos no exterior com altos salários

Quando assumir o cargo de adido policial em Portugal, no início de fevereiro, o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Lacerda vai engrossar a lista de ocupantes de um cobiçado posto na diplomacia nacional. Até 2010, serão mais de cem adidos brasileiros espalhados pelo mundo, todos com altos salários - de US$ 9 mil a US$ 17 mil (entre R$ 19,8 mil e R$ 37,4 mil). O gasto mensal apenas com remuneração será de pelo menos R$ 2,2 milhões.

Depois da criação do posto para abrigar Lacerda, o governo prepara agora a ocupação dos novíssimos oito cargos de adido agrícola. A função foi criada por decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio de 2008 e os servidores serão distribuídos por Argentina, Estados Unidos, Suíça, Bélgica, África do Sul, China, Japão e Rússia até o fim deste ano, no máximo no início de 2010. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Vereador José Pochapski vai lutar pela reativação da Câmara Mirim

Se depender da iniciativa do novo vereador de Campo Mourão e ex-prefeito do município José Pochapski, o Poder Legislativo Mourãoense voltará a contar com a chamada Câmara Mirim. Ele explicou que “na verdade será a reativação de um projeto aprovado em 1999 e que só foi colocado em prática no ano seguinte em 2000”. Pelo projeto são eleitas 15 crianças que estejam cursando de 5ª a 8ª séries. O mandato delas é de um ano.

Os jovens, muito antes de atingirem a idade legal para exercer seu direito de votar e ser votado, já exercitam a cidadania, participando ativamente da elaboração, discussão e aprovação de leis de interesse da comunidade. “Nesse período, os Vereadores Mirins aprendem na prática como funciona o Legislativo Municipal, vivenciam como se desenvolvem as relações entre o poder público e a comunidade e podem avaliar o papel do vereador e sua importância para a comunidade”, esclareceu Pochapski.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Parque Nacional do Iguaçu completa 70 anos neste sábado



A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, através do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e do Programa Paraná Biodiversidade colabora para a preservação do Parque Nacional do Iguaçu, localizado na região Oeste do estado. O Parque completou neste sábado (10) 70 anos de fundação com uma festa celebrada por 650 convidados, entre eles o secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues.O Parque, que é mundialmente conhecido pelas Cataratas do Iguaçu, é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), órgão público criado em 2007 para gerir as unidades de conservação federais do país. Entretanto, medidas do governo estadual auxiliam na proteção do parque mais visitado do Brasil.Uma destas medidas é do Programa Paraná Biodiversidade, que investiu nos últimos anos cerca de R$ 400 mil no entorno do Parque. O Investimento do Programa abrangeu ações de educação ambiental, recuperação de mata ciliar e pesquisas de fauna e flora em regiões adjacentes do Parque.

“O Parque Nacional do Iguaçu é o maior patrimônio ambiental do Paraná, sua existência simboliza a riqueza do nosso ecossistema. Portanto, o governo estadual, por meio das suas ações, nada mais faz do que assegurar a preservação do parque”, avaliou Rasca Rodrigues.No corredor da biodiversidade Iguaçu-Paraná, mais especificamente nos municípios de São Miguel do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu (região Oeste do estado), até 2008 foram plantados mais de 100 mil mudas de plantas nativas para a recuperação de mata ciliar em rios do entorno do parque. Contudo, para o gerente do corredor, Donivaldo Pereira, a principal ajuda do programa é na conscientização ambiental de estudantes, agricultores e a criação dos módulos agroecológicos. “O governo investe há quatro anos na região, principalmente em cursos de capacitação de agentes ambientais. Os módulos agroecológicos também colaboram para a riqueza da fauna e da flora no parque”, comentou Rasca.

O corredor Iguaçu-Paraná possui atualmente 19 módulos agroecológicos. Não é apenas o programa que contribui para o desenvolvimento do parque, o IAP também colabora para a preservação do espaço. Segundo Irineu Rodrigues Ribeiro, chefe-regional do IAP, as ações de licenciamento e fiscalização beneficiam o parque. “Todos os licenciamentos são feitos em parceria com o Ibama, o Instituto Chico Mendes e outros setores da sociedade. Essa ação integrada sempre evita que qualquer empreendimento seja prejudicial ao parque”, disse.Uma parceria entre o IAP e o Polícia Ambiental Força Verde ajuda na fiscalização do parque.

São 35 policiais que operam nos 185 mil hectares da unidade de conservação, desde 2003. Isto porque, havia um número reduzido de fiscais que operavam no parque.Para Jorge Pegoraro, chefe do Parque Nacional do Iguaçu, as parcerias entre a unidade de conservação e o IAP são de extrema importância para a proteção do local. “No parque tentamos unir as instâncias governamentais. Nossa parceria com o IAP já é antiga e traz benefícios diretos, principalmente na fiscalização, afinal de contas existem poucos fiscais federais. A fiscalização do IAP e da Polícia Ambiental é imprescindível para coibir a caça e a pesca ilegal na região”.

FESTA – Para o aniversário de 70 anos do Parque Nacional do Iguaçu foram programados vários eventos. No sábado (10) pela manhã foi realizado o corte do bolo, lançamento do livro “Meu Vizinho, Parque Nacional do Iguaçu” do jornalista Marcos de Sá Côrrea, e o lançamento de um selo dos Correios alusivo ao 70º aniversário do parque que será utilizado nas correspondências de Foz do Iguaçu.À noite a grande atração foi o show do cantor Guilherme Arantes, com a participação da banda Barbatuques. Além da exibição de um documentário com depoimentos de funcionários do parque e a apresentação do projeto “Memórias das Cataratas”, uma exposição com 4 mil fotografias do parque desde da sua fundação, em 1939, com o apoio da Itaipu Binacional.

Compareceram à festa, além de representantes da Secretaria de Meio Ambiente e do IAP, integrantes do Ministério do Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Contas de Campo Mourão à disposição da população

Por iniciativa do vereador e ex-prefeito José Pochapski (foto), as prestações de contas de Campo Mourão referentes aos exercícios de 2001, 2002, 2003, 2004 e 2005 estão à disposição da população para consulta na Câmara Municipal. Ressalta o vereador que a iniciativa tem por objetivo assegurar a maior transparência possível à administração municipal, quando a população brasileira é surpreendida por seguidos escândalos de malversação de recursos públicos "que tanta indignação e revolta provocam na população. O povo tem o direito de saber e deve fiscalizar onde foi aplicado o dinheiro do seu imposto", acentua.As contas permanecerão à disposição dos contribuintes por 60 dias, em local de fácil acesso ao público, para exame e apreciação.

Trata-se de um direito assegurado na Lei Orgânica do Município e também no Regimento Interno do Poder Legislativo. Além da divulgação pela imprensa, José Pochapski solicitou o envio de expediente a entidades, clubes de serviços e associações locais comunicando a disponibilização das contas. As consultas as contas serão registradas em livro própio.As contas referentes aos exercícios de 2001, 2002, 2003 e 2004 são da segunda gestão do ex-prefeito Tauillo Tezelli (PPS). Já as contas de 2005 são do primeiro ano do mandato passado do prefeito reeleito Nelson Tureck (PMDB).

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Dezenas de projetos, indicações e requerimentos já protocolados

Nesta segunda-feira (5/1), o primeiro dia útil após a posse, os vereadores de Campo Mourão protocolaram grande número de projetos de lei, requerimentos e indicações na Câmara Municipal, além de registrarem centenas de súmulas de futuros projetos. Regimentalmente, as sessões ordinárias acontecem a partir da segunda quinzena de fevereiro, mas podem acontecer sessões extraordinárias até lá.
Até às 16h30min desta segunda-feira, os 10 vereadores que compõem a 15ª legislatura da Câmara Municipal de Campo Mourão já haviam protocolado sete projetos de lei e registraram 907 súmulas para futuros projetos. O Departamento de Assuntos Legislativos também já havia protocolado 26 requerimentos, 14 indicações de autoria dos vereadores e 11 indicações legislativas, a grande maioria solicitando a Prefeitura à execução de obras e serviços de manutenção nos bairros e também na zona rural.
O presidente da Câmara Municipal, Eraldo Teodoro de Oliveira (PMDB), protocolou quatro projetos de lei, 23 requerimentos, 11 indicações, 10 indicações legislativas e registrou 701 súmulas. Já o vereador Sidnei Jardim (PPS) protocolou dois projetos de lei, uma indicação, uma indicação legislativa e registrou 128 súmulas. Helton Borges (PR) protocolou dois requerimentos e registrou 51 súmulas. O vereador Ademir Franco de Lima – “Pézão (PSL) protocolou duas indicações e registrou 17 súmulas. José Pochapski (PPS) protocolou um projeto de lei e um requerimento, além de registrar 10 súmulas para futuros projetos.

Declarações
Em cumprimento ao que determina a legislação, as declarações de bens dos vereadores de Campo Mourão encontram-se afixadas no quadro de avisos e editais da Câmara Municipal para conhecimento da comunidade.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Obras de Gandhi passam a domínio público 60 anos após sua morte



As obras literárias de Mahatma Gandhi, o ícone da luta pela libertação da Índia do domínio colonial britânico, devem entrar para o domínio público este mês, quando terminará a vigência dos direitos autorais sobre seus escritos e discursos.
Qualquer pessoa poderá então publicar os escritos e discursos do líder legendário, conhecido como "pai da nação", já que o direito sobre eles termina 60 anos após sua morte.
Gandhi, pioneiro da filosofia de resistência não violenta à ocupação britânica da Índia, foi assassinado por um radical hindu em 30 de janeiro de 1948 em Nova Délhi.
Gandhi entregou suas obras à Fundação Navajivan, de Gujarat, que ele próprio fundou, mas, segundo a Lei de 1957 sobre copyright, as obras de uma pessoa entram para o domínio público 60 anos após sua morte.
Os responsáveis pela fundação disseram que, com base na filosofia de Gandhi, não querem pedir ao governo indiano a extensão dos direitos autorais.
"Considerando o espírito do pensamento de Gandhi, não se deve pedir essa extensão. Já refletimos sobre a questão e não vamos pedir a extensão", disse à Reuters Television Jitendra Desai, curador administrativo da Fundação Navajivan.
Desde sua criação, a fundação já publicou cerca de 300 volumes das obras de Gandhi, incluindo artigos, cartas, discursos e traduções de sua autobiografia.
Embora Gandhi tenha entregue os direitos autorais de suas obras à fundação, ele próprio nunca subscreveu a idéia do copyright.
"Gandhi nunca apoiou a idéia do direito autoral. Mas, devido a algumas instâncias em que suas idéias foram mal interpretadas, ele foi obrigado a ceder à insistência daqueles que o prezavam e o exortavam a proteger suas obras com direito autoral", disse outro membro da fundação, Amrut Modi.
Os estudiosos de Gandhi querem que o direito autoral seja reativado pelo governo, temendo que o uso livre de suas obras possa levar outras editoras a fazer interpretações equivocadas de seus textos.
"Quando o copyright terminar, os preços das obras certamente vão subir. A tarefa de levar o pensamento de Gandhi ao povo também pode ser prejudicada", disse Dhimant Badiya, estudioso de Gandhi em Ahmedabad.
De qualquer maneira, a Fundação Navajivan vai continuar a publicar as obras de Gandhi a preços subsidiados, mesmo depois do fim do direito autoral.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Seja você mesmo.


Acabou as curtas férias de 2009. A vida recomeça novamente.

Seja você mesmo


Dê sempre o melhor...

E o melhor virá.

Às vezes as pessoas são egocêntricas,Ilógicas e insensatas...

Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem

Acusá-lo de egoísta e interesseiro...

Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns

Falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros...

Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco,

As pessoas podem enganá-lo...

Seja honesto e franco assim mesmo.

O que você levou anos para construir,

Alguém pode destruir de uma hora para outra...

Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz,

As pessoas podem sentir inveja...

Seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje

Pode ser esquecido amanhã...

Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você,

Mas isso pode nunca ser o bastante...

Dê o melhor assim mesmo.

E veja você que, no final das contas,

É entre você e Deus...

NUNCA SERA ENTRE VOCÊ E ELES!


(Madre Tereza de Calcutá)

Paranaense histórico


“Sem dúvida nenhuma, Bento Munhoz da Rocha é uma das maiores expressões políticas e intelectuais da terra dos pinheirais.”
Jair Elias dos Santos Júnior

Frase publicada na Gazeta do Povo, edição de 4 de janeiro de 2009.

Obras no Palácio do Planalto começam no próximo mês



Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve deixar o Palácio do Planalto em fevereiro para que o prédio seja reformado. Até abril de 2010, Lula e parte de sua equipe vão ocupar provisoriamente a sede do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), localizada a menos de dez quilômetros da Esplanada dos Ministérios.
O projeto de reforma e restauração do prédio foi elaborado pela equipe do arquiteto Oscar Niemeyer. Pouco antes do Natal, Niemeyer esteve com Lula e saiu convencido de que o palácio necessita de reformas, pois sofre com os desgastes naturais de uma construção com mais de 40 anos.
A reforma deverá incluir a restauração do prédio principal, revisão e substituição das partes elétrica e hidráulica, além da modernização do sistema de ar condicionado. A estimativa é que o custo da reforma fique em torno de R$ 88 milhões.
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Antes de partir, o filme.



Filme fantástico, vale a pena assistir.

De qualquer forma aqui está uma bucket list, sugerido pelo filme, alguns pontos prentendo seguir:

1-Fazer um tatuagem (este não).
2-Pular de paraquedas
3-Matar trabalho para sair da rotina, ir para a praia, tomar um banho de chuva
4-Ser pego, despedido e ainda por cima achar que valeu a pena (este também não)
5-Curtir um banho de chuva como se fosse criança denovo
6-Presenciar um momento sublime
7-Deixar que algumas pessoas saibam que você as ama
8-Deixar que algumas pessoas saibam que você não as suporta
9-Ajudar um estranho com algo que ele não possa fazer sozinho
10-Mudar a vida de alguém
11-Esquecer por alguns segundos de suas resposabilidades e se divertir com o momento
12-Ser um palhaço para alegrar o dia de alguém um pouco