segunda-feira, 27 de abril de 2009

Sessões da Câmara de Vereadores

A Câmara de Vereadores de Campo Mourão, sob a presidência de Eraldo Teodoro de Oliveira (PMDB), realiza sessões de caráter ordinário na segunda e terça-feira (27 e 28/4). Terão início às 19 horas e vão acontecer no auditório da Comcam (na rua Brasil, 879), em razão da desocupação do prédio antigo do Legislativo Municipal para a construção de novas instalações.

O roteiro prévio divulgado nesta sexta-feira pelo Departamento de Assuntos Legislativos da Câmara Municipal prevê a deliberação de 16 indicações e 39 requerimentos de autoria dos vereadores. Na ordem do dia não está prevista a discussão e votação de nenhum projeto de lei ou projeto de resolução.

Na sessão de segunda-feira, a mesa diretora encaminhará para análise e parecer das comissões permanentes o projeto de lei de autoria do Poder Executivo que revoga a lei que instituiu – em julho de 2003 - o sistema de compensação para o pagamento de tributos municipais. Também serão encaminhados cinco projetos de autoria de vereadores.

Dois são de autoria do vereador José Pochapski (PPS). Um deles denomina como Centro Cultural de Campo Mourão o espaço compreendido pela Casa da Cultura “Thomaz Edison de Andrade Vieira”, o Teatro Municipal, a Faculdade Estadual de Ciências e Letras (Fecilcam), a escola municipal Gurilândia, o Mercado Municipal e a futura sede do Senac. O outro dispõe sobre a publicação de informações sobre funcionários, empregados e servidores, vinculados ao Poder Público Municipal, no endereço eletrônico do Município.

Outros dois são de autoria do vereador Eraldo Teodoro de Oliveira: que dispõe sobre a colocação de placas indicativas dos principais pontos de referência no Município e que susta o decreto que dispõe sobre o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, restringe a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas (Lei Seca).

O quinto projeto é subscrito por três vereadores – Sidnei Jardim, Beto Voidelo e José Pochapski – e dispõe sobre a destinação preferencial das unidades habitacionais nos programas de habitação popular do Município para pessoas portadoras de deficiência ou necessidades especiais.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Azul Linhas Aéreas em Londrina

Diretores da Azul Linhas Aéreas querem conhecer potencial de Londrina

Representantes da empresa e do município se reuniram na tarde desta quarta-feira (15) para discutir as possibilidades de instalação

O prefeito interino de Londrina, José Roque Neto (PTB) se reuniu com diretores da empresa Azul Linhas Aéreas Brasileiras na tarde desta quarta-feira (15), no gabinete dele. Segundo Roque Neto, em entrevista ao JL, os diretores vieram conhecer a realidade da cidade e observar a potencialidade da região para a instalação da empresa. “Eles vieram muito bem informados e disseram que a região tem 2 milhões de pessoas que podem utilizar o serviço”, contou.

O anúncio da vinda da Azul Linhas Aéreas foi feita pelo prefeito eleito, Barbosa Neto (PDT), em entrevista coletiva na semana passada. Roque Neto disse ainda que a empresa pretende investir em Londrina com tarifas baixas praticadas no mercado aéreo. “Eles ainda fizeram muitas perguntas, querendo saber o potencial da cidade. Perguntaram se Londrina tinha call centers e mostramos que tem vários”, afirmou.

saiba mais
Azul Linhas Aéreas começa a operar em Londrina em maio
Segundo o prefeito, os diretores perguntaram ainda sobre a rede de hotéis da cidade, o potencial turístico de Londrina, a quantidade de universidades, entre outros itens. “Dissemos a eles que Londrina tem bastante potencial e mostramos a Exposição que encerrou no domingo e o Porto Seco no Aeroporto”, destacou. Os diretores da Azul Linhas Aéreas devem estudar as possibilidades e dar a resposta posteriormente. “Ainda não marcamos uma nova reunião. Eles vão fazer estudos e dar a resposta”, disse.

Roque Neto disse que os diretores estão consultando outras cidades para a instalação da empresa e que ainda não decidiram em qual delas operar. “Eles já foram até ao Nordeste. Percebemos, porém, que eles ficaram interessados em Londrina. Eles disseram que estavam observando a cidade havia algum tempo”, revelou. Estiveram presentes lideranças empresariais, de entidades representativas da cidade, secretários municipais e representantes da equipe do prefeito eleito Barbosa Neto.

“Sabemos que é uma região de potencial muito alto, e que Londrina é a segunda cidade do Paraná e a terceira maior do Sul do País. Por isso o nosso interesse em oferecer voos a partir do aeroporto local”, afirmou o diretor de Relações Institucionais da Azul, Adalberto Febeliano, em entrevista ao Núcleo de Comunicação. Ele preferiu não anunciar nenhuma data para início de operações e que a visita serve de parâmetro para as pesquisas que o grupo está desenvolvendo para encontrar rotas não convencionais.

O objetivo, segundo o diretor, é criar rotas alternativas para atrair clientes. Ele aposta em rotas diferentes e voos diretos para o interior de São Paulo, Nordeste do Brasil e Rio de Janeiro, por exemplo, o que, em seu entendimento, atrairia clientes.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Leia discurso histórico do ex-deputado Márcio Moreira Alves

O jornalista e ex-deputado federal Márcio Moreira Alves (PMDB) ficou conhecido pelo discurso que fez na Câmara dos Deputados em 2 de setembro de 1968 sugerindo o boicote às comemorações do Sete de Setembro.

Foi o pretexto utilizado pelo governo militar para instaurar o AI-5 (Ato Institucional número 5), que se transformou em um dos principais símbolos da ditadura (1964-1985).

Leia abaixo a íntegra do discurso:

"Senhor presidente, senhores deputados,

Todos reconhecem ou dizem reconhecer que a maioria das forças armadas não compactua com a cúpula militarista que perpetra violências e mantém este país sob regime de opressão. Creio ter chegado, após os acontecimentos de Brasília, o grande momento da união pela democracia. Este é também o momento do boicote. As mães brasileiras já se manifestaram. Todas as classes sociais clamam por este repúdio à polícia. No entanto, isto não basta.

É preciso que se estabeleça, sobretudo por parte das mulheres, como já começou a se estabelecer nesta Casa, por parte das mulheres parlamentares da Arena, o boicote ao militarismo. Vem aí o 7 de setembro. As cúpulas militaristas procuram explorar o sentimento profundo de patriotismo do povo e pedirão aos colégios que desfilem junto com os algozes dos estudantes. Seria necessário que cada pai, cada mãe, se compenetrasse de que a presença dos seus filhos nesse desfile é o auxílio aos carrascos que os espancam e os metralham nas ruas. Portanto, que cada um boicote esse desfile. Esse boicote pode passar também, sempre falando de mulheres, às moças. Aquelas que dançam com cadetes e namoram jovens oficiais. Seria preciso fazer hoje, no Brasil, que as mulheres de 1968 repetissem as paulistas da Guerra dos Emboabas e recusassem a entrada à porta de sua casa àqueles que vilipendiam-nas.

Recusassem aceitar aqueles que silenciam e, portanto, se acumpliciam. Discordar em silêncio pouco adianta. Necessário se torna agir contra os que abusam das forças armadas, falando e agindo em seu nome. Creia-me senhor presidente, que é possível resolver esta farsa, esta democratura, este falso impedimento pelo boicote. Enquanto não se pronunciarem os silenciosos, todo e qualquer contato entre os civis e militares deve cessar, porque só assim conseguiremos fazer com que este país volte à democracia.

Só assim conseguiremos fazer com que os silenciosos que não compactuam com os desmandos de seus chefes, sigam o magnífico exemplo dos 14 oficiais de Crateús que tiveram a coragem e a hombridade de, publicamente, se manifestarem contra um ato ilegal e arbitrário dos seus superiores."