quinta-feira, 21 de maio de 2009

Academia Mourãoense de Letras

POR GILMAR CARDOSO
Nesse dia 21 de maio comemoramos o aniversário do sétimo ano de instalação da Academia Mourãoense de Letras, cujo evento memorável realizado no Teatro Municipal de Campo Mourão, presidido pelo acadêmico Dr. Túlio Vargas, da Academia Paranaense de Letras, em 2002, empossou solenemente os primeiros dez membros fundadores e seus respectivos patronos de cadeiras, bem como oficializou o Prof. Rubens Luiz Sartori como sendo o nosso primeiro presidente, coroando o trabalho desenvolvido pela comissão de implantação presidida pela Profª. Sinclair Pozza Casemiro.
O Estatuto da novel instituição literária local começa com a afirmativa que a Academia tem por finalidade, o cultivo, a preservação e a divulgação do vernáculo e da literatura, nos seus aspectos científico, histórico, literário e artístico, podendo participar de iniciativas úteis ao desenvolvimento cultural de Campo Mourão, do Paraná e do Brasil.A Academia de Letras de Campo Mourão, pioneiramente, foi formada pelos patronos Adinor Cordeiro de Souza, Nelson Bitencourt Prado, Eloy Maciel, Dom Elizeu Simões Mendes, Dickson Fragoso Veras, Constantino Medeiros, Horácio Amaral, Nickon Kopko, Aracyldo Marques e Ethanil Bento de Assis. Por ocasião do seu primeiro aniversário, ganhou o reforço considerável de Domingos José de Souza, Roberto Brzezinski, Pe. Pedro Poleto, Alvino Cordeiro, Brazilizio Pereira de Lima e Eulália Carneiro de Campos.Os acadêmicos, popularmente chamados de "imortais”, pela ordem de ocupação das cadeiras, Gilmar Cardoso, Francisco Irineu Brzezinski, José Eugênio Maciel, Agnaldo Feitoza, Osvaldoir Capeloto, Elza Paulino de Moraes, Rubens Luiz Sartori, Cida Freitas, Clara Araújo e Amani Spachisnki de Oliveira; passaram dos primeiros dez para dezesseis, com a posse dos novos confrades e confreiras, denominação dada aos membros efetivos nas sessões mensais da instituição, por ocasião da comemoração do primeiro ano, acrescida por Gilson Mendes de Góis, Aparecida Maura dos Santos, Benedita Cristófoli, Sinclair Pozza Casemiro, Bernardo Mattos e Edina Simionato.
No segundo ano da AML, três novos valorosos confrades, todos com contribuição cultural para a cidade- adentraram para sentarem-se nas Cadeiras sob os números 17 – 18 – e – 19 -, Cujos Patronos homenageados “post-morten” com a designação foram: Antonio Kienen, Dom Virgilio de Pauli e João Maria Bueno. Pela ordem, a instituição contou com o ingresso de Aroldo Tissot, Padre Jurandir e do Professor Assabido. Sem contar, que nessa data, também foi lançado o Compêndio com uma seleção das obras de cada um dos então dezesseis integrantes, num livro com quase 200 páginas, editado pela Gráfica Unespar e impresso pela Sisgraf, que teve sua noite de autógrafos, juntamente com a posse da nova diretoria executiva que foi eleita para conduzir os destinos da Academia por um mandato de dois anos.
O terceiro aniversário, por sua vez, não menos importante, registrou a posse solene dos acadêmicos Sid Sauer e Osvaldo Broza, que lidam com as palavras através do site eletrônico boca santa e Jornal Entrerios, respectivamente; patronados por Antonio Renicz e Jonas Bento de Deus, também homenageados pela academia. O número de integrantes dessa honrada instituição literária chegou aos 21, data do seu aniversário.
No quarto ano a AML empossa sua nova diretoria para o biênio, sob a presidência do pioneiro jornalista local, Aroldo Tissot. De quebra, ainda oferece um novo livro para a comunidade e a espectativa de efervescência cultural aliada aos programas oficiais e da sociedade civil organizada. Merece um brinde!Sob a batuta da poetisa Cida Freitasadentraram à AML, os acadêmicos João Maria de Lara, Jair Elias dos Santos Júnior e Luiz Mazucheti. A casa chegou ao vigésimo quarto membro e pela celebração dos seus 7 anos, merece os parabéns, com todas as letras!

NOTINHAS IMORTAIS - O eminente advogado Dr. Cristiano Augusto Vasconcelos Calixto, sintetizou o sentimento da comunidade mourãoense, quando por ocasião da instalação da academia escreveu que "de profícuas idéias e visões futuristas grandes obras acontecem em favor do gênero humano. Assistimos a instalação da AML e a posse de seus membros. Viva a todos. Àqueles que tiveram a visão do empreendimento a certeza de que a vanguarda faz diferença; àqueles que, por suas ações concretas, transformando a idéia em realidade, a certeza de que sempre vale a pena agir, fazer, realizar, empreender; aqueles que emprestaram seus nomes às Cadeiras da Academia o duradouro reconhecimento pelos méritos que, em vida, conquistaram, e, aos respectivos titulares daquelas Cadeiras, agora empossados sob compromisso público e solene, a árdua e nobre missão de continuarem”pensando e escrevendo" em favor de nós outros, pobres mortais. Vivas. Vivas. Vivas à Academia Mourãoense de Letras.
Estamos amadurecidos!".- O brilhante advogado e professor universitário, René Ariel Dotti, ex-secretário de Cultura do Estado, descreveu sobre a implantação de núcleos da Academia Paranaense de Letras no interior do Paraná que "esse projeto tem a virtude de incentivar o desenvolvimento das culturas locais, compreendida a expressão cultura em sua mais generosa acepção. Há um incomensurável terreno para ser lavrado com a inteligência dos trabalhadores culturais em cidades que têm história, identidade, valores e esperanças".

- Sobre as dificuldades dos nossos escritores, o Prof. José Molina Netto, de Juranda, jornalista e poeta, assim manifestou-se, oportunamente, " Escrever é uma arte, assim como a música, o cinema, a pintura, o escritor é um arquiteto de palavras concretas, que em seu ofício busca edificar sua obra, cujo sonho é a edição de seu próprio livro. No entanto, ser escritor no Brasil é uma dádiva, ser reconhecido é tornar-se herói. Esta é a realidade para quem ousa escrever e publicar num país, cuja nação composta por 170 milhões de habitantes, conta com aproximadamente 49% de semi-analfabetos. Apesar deste cenário, há no país uma gama rica de escritores, que a cada dia estão produzindo um vasto contingente de idéias e traduzindo em palavras o complexo universo da vida humana, bem como os percalços e as mazelas de nossa sociedade".-

O acadêmico Túlio Vargas, presidente da Academia Paranaense de Letras, afirmou no nascimento da AML que "há quem diga tratar-se de um arrastão cultural e exageros à parte, esta iniciativa tem despertado o potencial aglutinador de cidades antes excluídas do desenvolvimento organizado na área da criação literária e artística, reacendendo a chama da vocação para o estudo e a pesquisa, em nível de colegiado, à procura do seu modelo cultural".

- O poeta Mário Quintana, comprova-nos que a leitura é a via para o conhecimento, ao premiar-nos com a expressão "o pior analfabeto é aquele que sabe ler e não lê".

- Tecer, textura, texto - por Maria Cristina de Andrade Vieira, encanta-nos ao afirmar que "eu sou o texto e você é aquele que me lê. Sim, você mesmo, num canto qualquer ou num lugar especial. Tenho vida, percebe? Falo com você transmito meus sentimentos, minhas idéias. Você se emociona ou não. Concorda por vezes, outras sequer chega ao final. Faz uma leitura dinâmica ou lê com atenção. Pode também achar tudo uma droga. Porém, você é imprescindível. Mas o curioso é que você retém o que quer, consciente ou não. Por isso, eu - o texto - sou rico. Na verdade, tenho muitas vidas, tantas quantas aqueles que me lêem. Porque cada um lê e interpreta como quer, recria imagens e símbolos acrescidos de sua própria experiência e eis, então, um novo texto..."- "A esse grupo composto por vinte e um "imortais", por gozarem da prerrogativa de vitaliciedade, competirá a árdua tarefa de completar o quadro, até que a entidade esteja composta pelos seus tradicionais quarenta membros efetivos e seguindo o critério adotado pela academia estadual e brasileira.

Antes, porém, deverão prosseguir na tarefa de aclamar os próximos patronos, membros póstumos e com contribuição relevante para a cultura local. - Juro pela minha honra, cultivar, preservar e enaltecer o vernáculo pátrio nos seus aspectos científico, histórico, literário e artístico, nas suas muitas diversidades culturais e de falares, construíndo uma sociedade ética, fraterna e solidária “(Juramento Acadêmico)”.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Governo vai determinar entrega de arquivos da ditadura

Todos os estados deverão entregar, sob pena de punições, todos os arquivos da ditadura militar (1964-1985) ao governo federal

O secretário nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, afirmou na segunda-feira (11), em São Paulo, que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, assinará nesta quarta-feira (13) uma portaria do Executivo que determina a entrega, sob pena de punições, de todos os arquivos da ditadura militar (1964-1985) ao governo. Os Estados ficarão encarregados da divulgação das informações.
De acordo com Vannuchi, o ato, batizado de "Arquivos: Memórias Reveladas", marcará a entrega ao governo federal de arquivos de entidades como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Federal e Conselho de Segurança Nacional (CSN), além do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI). Ao todo, 17 Estados deverão ser integrados no repasse do material de suas respectivas polícias políticas.
São Paulo foi pioneiro nesse sentido. Será construído um portal com o mesmo nome para divulgar as histórias de cerca de 140 brasileiros que desapareceram durante o regime militar no Estado. Além disso, deve ser lançada uma campanha publicitária para estimular a entrega dos documentos, sob garantia de sigilo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A lenda de Prometeu

A Prometeu e seu irmão Epimeteu foi dada a tarefa de criar os homens e todos os animais. Epimeteu encarregou-se da obra e Prometeu encarregou-se de supervisioná-la depois de pronta, assim Epimeteu atribuiu a cada animal seus dons variados, de coragem, força, rapidez, sagacidade; asas a um, garras a outro, uma carapaça protegendo um terceiro, etc. Porém, quando chegou a vez do homem, que deveria ser superior a todos os animais, Epimeteu gastara todos os recursos, assim, recorre a seu irmão Prometeu que roubou o fogo que assegurou a superioridade dos homens sobre os outros animais. Todavia o fogo era exclusivo dos deuses. Como castigo a Prometeu, Zeus ordenou a Hefesto acorrentá-lo ao cume do monte Cáucaso, onde todos os dias uma águia ia dilacerar o seu fígado que, por ser Prometeu imortal, regenerava-se. Esse castigo devia durar 30.000 anos.
Prometeu foi libertado do seu sofrimento por Hércules que, havendo concluído os seus doze trabalhos dedicou-se a aventuras. No lugar de Prometeu, o centauro Quíron deixou-se acorrentar no Cáucaso, pois a substituição de Prometeu era uma exigência para assegurar a sua libertação.
A história foi teatralizada pela primeira vez por Ésquilo no século V a.C. com o título de Prometeus desmotes (Prometeu Agrilhoado/Acorrentado).

Simbolismo
Prometeu representa a vontade humana por conhecimento, sua captura do fogo é a audácia humana pela busca de conhecimento e de compartilhá-lo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Governador determina rigor no combate a manifestações nazistas

O governador Roberto Requião afirmou, nesta terça-feira (5), durante a Escola de Governo, que a polícia vai combater com rigor manifestações nazistas e vai aprofundar as investigações para detectar núcleos de movimentos como esse no Estado. “Devem ser levadas ao Tribunal todas as pessoas vinculadas a essa ideologia absolutamente estúpida”, declarou. Requião também ressaltou a ação policial que solucionou o assassinato de um casal de universitários, mês passado, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba.

Os estudantes participavam de uma reunião do movimento neonazista e foram mortos por desentendimento no grupo. O esquema foi descoberto por policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) do Paraná, que prenderam seis pessoas, inclusive o líder do movimento neonazista no Brasil.A recomendação do Estado, conforme declarado pelo governador, é para que as investigações sejam aprofundadas, para identificar mesmo aqueles que participaram de reuniões com ou sem violência. “O nazismo é intolerante e não pode ser tolerado num estado democrático como o Paraná e num país como o Brasil. Espero rapidamente resultados da nossa polícia e do Ministério Público. Vamos levar todos à barra dos tribunais”.“

A tolerância tolera tudo, menos a intolerância. E a intolerância do nazismo precisa ser combatida aqui com todo o rigor possível de nossa estrutura policial. O Paraná não aceita o nazismo de forma alguma”, acrescentou.CRIME – No fim da semana passada, o Cope prendeu, em São Paulo, Ricardo Barollo, 34 anos, apontado como líder do movimento neonazista no Brasil. Ele é acusado de ser o mandante da morte de Bernardo Dayrell Pedroso, 24 anos e Renata Waeschter Ferreira, 21, na madrugada de 21 de abril. O casal participava de uma festa em comemoração aos 120 anos de Adolf Hitler, em uma chácara em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba.

Outras cinco pessoas foram presas. Dezesseis mandados de busca e apreensão foram cumpridos. A operação policial se estendeu por São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – onde a arma do crime foi encontrada na noite de sexta-feira (1º). Vasto material de apologia ao nazismo foi encontrado e apreendido pelos policiais, entre eles plano de formação de um novo país, dentro da ideologia nazista.

“Esta não é a primeira vez que a polícia do Paraná se depara com criminosos envolvidos com movimentos violentos e discriminatórios. Mais uma vez tudo foi investigado com muito profissionalismo para mostrar para estes grupos que não existe impunidade para ações torpes como as que eles apregoam”, disse o secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, logo depois das prisões.