terça-feira, 29 de setembro de 2009

Livro de atas da Câmara é tombado pelo Estado


O livro que contém a ata da instalação da Câmara Municipal de Campo Mourão, de 5 de dezembro de 1947, foi tombado como Patrimônio Histórico do Paraná pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural, sediado em Curitiba, em reunião realizada no dia 15 deste mês.

Conceitua a Secretaria de Estado da Cultura que “o patrimônio histórico paranaense engloba todos os bens culturais que possuem representatividade para a história e a identidade do nosso Estado”. A iniciativa do tombamento do primeiro livro de atas do Poder Legislativo mourãoense partiu da iniciativa do historiador Jair Elias dos Santos Júnior, que protocolou requerimento em 6 de junho de 2007, na capital do Estado.

“Em 1947, a Câmara Municipal representava os interesses dos paranaenses que habitavam este vasto território, que hoje compõem a região da Comcam. O documento, além de histórico, é uma espécie de mandamento político” explica o historiador.

O primeiro livro de atas da Câmara Municipal de Campo Mourão é o segundo bem tombado pelo Estado na região Noroeste. O primeiro é o prédio do Hotel Bandeirantes, em Maringá.

Atualmente, o tombamento é um ato administrativo realizado pelo poder público (SEEC/CPC) com o objetivo de preservar, através da aplicação da lei, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico e ambiental para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.
O livro que registra as atas da primeira legislatura da Câmara de Campo Mourão (1947-1951) foi escrito pelo primeiro funcionário público Casimiro Biaico. O livro está sob guarda do Departamento de Controle Legislativo e Arquivo Histórico.

domingo, 27 de setembro de 2009

As lições de Robert S. McNamara


As 11 lições de Robert S. McNamara

Sinta empatia pelo inimigo.
Racionalidade não irá nos salvar.
Existe algo superior a uma pessoa.
Maximize a eficiência.
Proporcionalidade deve ser uma meta da guerra.
Consiga a informação.
Acreditar e ver, os dois podem falhar.
Esteja preparado para reanalizar seu pensamento.
Para fazer o bem, você pode ter que fazer o mal.
Nunca diga nunca..
Você não pode mudar a natureza humana.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dona Flora e idade que mulher tem


23 de setembro - aniversário de Flora Camargo Munhoz da Rocha.
Ex-primeira dama do Paraná, escritora e responsável pela montagem, decoração e inauguração do Palácio Iguaçu, tema do livro que lancei em outubro do ano passado, homenageando também a ilustre paranaense.
Flora e Bento Munhoz da Rocha Netto construíram juntos um capítulo da História do Paraná.
Mulher de primeira grandeza, soube ser a primeira-dama de todos os paranaenses com alma, ajuda, cooperação e incentivo.

Parabéns dona Flora!!
98 anos lutando pelo Paraná!!


Em homenagem a Flora Camargo Munhoz da Rocha, dedico seu artigo, lido por ocasião de sua posse na Academia Paranaense de Letras, exatamente há um ano.

A idade que a mulher tem

A mulher tem a idade na qual se coloca. Ela faz a sua cabeça. Se consente uma situação de bloqueio, de dependência, de satélite; se aceita a monotonia, o tédio, o marasmo, como uma constante – ela tem 100 anos.
Mas, se ela permanece num ciclo de renovação constante, num vinculo com a evolução da vida; se afirma que entre sobreviver e viver há grande diferença; se for receptiva, vibrar com a música, com as crianças, com o canto, com a natureza, com o ser humano, com as emoções – ela tem 30 anos.
Se entrou no odioso progresso regressivo e o que era pleno se desarticulou, perdeu a agilidade, a alegria; sobretudo acentuou aquela angústia no olhar – ela tem 100 anos.
Mas, se ao contrário, brinda a vida todos os dias de cabeça aberta; se coloca um rouxinol cantando dentro do seu coração; se sorri e cativa; se for capaz de afetos de grande densidade sem regras, sem receita e faz suas próprias leis – ela tem 30 anos.
Se é rígida, austera, amarga consigo mesmo, esquiva, distante, desarmada para a luta; encurralada no passado, resignada a uma ruça solidão – ela tem 100 anos.
Porém, se virar as páginas do passado sem jamais dizer “no meu tempo” que seu tempo é agora e cheio de preciosidades; se crê que a saudade não é acorrentadora e sim um sentimento de uma beleza infinita é a evidência de que amamos e fomos amadas; se certificou que ser solitária confere um privilégio fantástico – o de uma liberdade de ação como nunca tivera – ela tem 30 anos.
Se ela se auto-desvaloriza se auto-hostiliza e permite que se instale a insegurança como um polvo asfixiando com mil tentáculos – ela tem 100 anos.
Se, entretanto, descobriu que o grande segredo é amar a si próprio crente de que merece o melhor porque tem obrigação de ser até o fim, e sabe que é preciso se amar para ser amada, se respeitar para ser respeitada, se valorizar para ser valorizada; se acredita que ela é o carro-chefe que confere a seu mundo relevos coloridos – ela tem 30 anos.
Se estacionou, entrou em recessão, arquivou esperanças, desativou motivações, engavetou projetos, desejos, se foge das emoções como quem foge de carga pesada e, desequilibrada em corda bamba, permanece a espera de auxílio, de ajuda, tem 100 anos.
Mas, se tem um leque de planos canalizando-lhes suas energias; se enfrenta desafios e paga para ver; se estiver convicta de que a inteligência e o talento atingem sua plenitude na maturidade; se estiver convicta que não se colhe experiência de repente, adquire-se gradativamente com o correr da violência, do observar, do concluir, do derrubar barreiras, do contornar obstáculos – ela tem 30 anos.
Se distanciou-se da comunicação e se mantém sucinta com um mínimo de frases curtas só se alongando para lamentações e que, enclausurada num viver ocioso sem estrutura, sem esquema, aliena-se por que ser bisavó é fim de carreira; se deixa que o envelhecimento se relacione com a data do nascimento, ocultando-se atrás de um mundo fulgido, antigo, reprimido – positivamente tem 100 anos.
Mas, se ela recusa hastear sua bandeira a meio pau e desfralda bem alto a bandeira branca de paz e amor, desfralda a bandeira verde de esperança e confiança – esta sim é uma mulher inteira. É uma mulher cinco estrelas.

domingo, 20 de setembro de 2009

Catedral São José é eleita Símbolo de Campo Mourão


A Catedral São José foi eleita o Símbolo de Campo Mourão. A apuração do projeto “Símbolo de Campo Mourão”, realizado pelo Rotaract Campo Mourão ocorreu na manhã deste domingo, dia 20.
A Catedral São José foi eleita com 992 votos. Votaram 2.847 mourãoenses. A campanha do Rotaract foi lançada no dia 22 de agosto e esteve em vários pontos estratégicos da cidade. A urna percorreu escolas da rede municipal, particular e estadual, clubes de serviços, associações de classe, feiras, empresas e lugares de grande concentração de pessoas.
Concorrem ao título de símbolo de Campo Mourão: a Catedral São José, a Estação da Luz, o ginásio Belin Carolo, a Praça Getúlio Vargas, o Parque Municipal Joaquim Teodoro de Oliveira, conhecido como “Parque do Lago”, o Parque do Lago Azul, a Praça Getúlio Vargas, o prédio da Fecilcam, o Salto Santa Amália, o Teatro Municipal e as ruínas da antiga usina, localizada no Parque Estadual Lago Azul.
O coordenador do projeto, André Felipe Pereira Martins, explica que “a campanha tem, além do claro objetivo de escolher um marco que represente o município, o intuito de divulgar e apresentar à população mourãoense a história e a importância dos candidatos para Campo Mourão, tendo em vista que poucos conhecem o mensurável valor dos concorrentes para a cidade”.
Na opinião do presidente do Rotaract Camp Mourão, Maycon Rodrigues Gozer “o projeto foi muito importante no sentido de verificar quais são os locais que a população mourãoense gosta e que julga ser merecedora para tornar-se o símbolo da cidade” explica.Para o presidente do Rotaract “a adesão foi muito positiva e as pessoas aguardaram com ansiedade esta apuração. Foram aproximadamente 2.850 votos em uma votação democrática em que percorreu os principais pontos da cidade, abrangendo as escolas, empresas, clubes de serviço e locais de interesse público. Gostaríamos, também, de agradecer o apoio da população mourãoense e de nossos parceiros para que este projeto fosse realizado e, como observamos durante todo o seu desenvolvimento, foi um sucesso”.
“A construção da Catedral São José também é histórica. Foi talvez, a única obra que contou com o apoio de todos os mourãoenses” cita o historiador Jair Elias dos Santos Júnior. “As campanhas realizadas para a arrecadação de fundos para as obras da Catedral contaram sempre com a participação de destacadas personalidades da cidade. Principalmente dos madeireiros. A conclusão das duas torres somente foi possível com a contribuição da família Carollo” menciona.
Com o resultado, o Rotaract Campo Mourão pretende pedir para a Câmara Municipal declarar a Catedral como patrimônio cultural da cidade.

Resultados

COL.RANKINGVOTOS%

1ºCatedral São José 992 - 34,84%

2ºParque do Lago 553 - 19,42%

3ºParque do Lago Azul 325 - 11,42%

4ºPraça Getúlio Vargas 317 - 11,13%

5ºSalto Santa Amália 230 - 8,079%

6ºTeatro Municipal 128 - 4,496%

7ºGinásio Belin Carolo 95 - 3,337%

8ºEstação da Luz 79 - 2,775%

9ºUsina Mourão (Ruinas) 74 2,599%

10ºPrédio da Fecilcam 40 1,405%

Brancos/Nulos 14 0,492%

Total de 2.847 - 100%

Histórico da Catedral São José
Em 19 de março de 1943, deu-se a instalação da Paróquia de São José, criada no ano anterior, na data de 8 de dezembro. O território da Paróquia abrangia toda a área compreendida entre os rios Corumbataí, Ivaí, Piquiri e Paraná.
No dia 19 de março de 1944, data consagrada a São José, foi celebrada a primeira missa na igreja, que foi levantada na beira da raia dos porungos e era toda de madeira, inclusive a cobertura, construída pelo pároco Padre Aloysio Jacobi.
Em 1954, Pe. João iniciou a construção da nova igreja matriz, com arquitetura arrojada, cópia da Igreja de São Bento do Sul – RS.
No ano de 1960, com apenas metade da igreja construída e ainda sem revestimento interno, passou a ser Catedral São José, com a instalação da Diocese em 23 de abril de 1960 e a posse do primeiro bispo, Dom Eliseu Simões Mendes.Em janeiro de 1965 foi concluído o piso da Catedral e iniciado o revestimento interno, que foi concluído em maio e, em agosto teve início os trabalhos de colocação do forro. Vários vigários contribuíram para a continuidade das obras. No final dos anos de 1970 foram concluídas as obras da Catedral. Em 1979 foram instaladas as portas atuais da Catedral, lavradas pelo artista, residente em Maringá, Nivaldo Tonon, com entalhes representando a vida de São José.
Na data de 4 de novembro de 1982, o Presidente da República, General João Baptista de Oliveira Figueiredo, esteve em Campo Mourão, oportunidade que fez rápida visita à Catedral.
Em 1981, assumia a diocese o bispo Dom Virgilio de Pauli, sucedido por Dom Mauro Aparecido dos Santos, em 1999, após seu falecimento.
Dom Mauro permaneceu à frente da diocese até 2008. No dia 24 de dezembro de 2008, o Papa Bento XVI nomeou como nosso quarto Bispo, Monsenhor Francisco Javier Delvalle Paredes
Importante monumento religioso é uma das mais belas igrejas do Paraná e sua história de confunde com a história recente de Campo Mourão.

Votação definirá o maior mourãoense da História

Como parte das comemorações dos 41 anos do jornal Tribuna do Interior e dos 62 anos de Campo Mourão, a TRIBUNA vai elaborar uma edição histórica para os leitores. Serão páginas dedicadas à vida das três personalidades mais importantes na história do município.
Elas serão eleitas a partir de uma enquete que terá a participação de pessoas de grande representatividade em Campo Mourão. Políticos, educadores, empresários, profissionais liberais e artistas elegerão o mourãoense de maior expressão de todos os tempos.
“Este projeto é uma maneira de reconhecer o trabalho realizado por todas as pessoas que contribuíram com o desenvolvimento do município, tornando Campo Mourão um exemplo bem sucedido para o Paraná”, destaca Dorlly Benthien Thomé, diretora da Tribuna do Interior.
A votação não terá prévia indicação de nomes e todos os jurados terão a oportunidade de fazer uma breve justificativa do voto.
Os jurados responderão à seguinte pergunta: “Quem foi a figura mais importante de Campo Mourão em todos os tempos?”
A única exigência repassada ao participante é a de que o voto deverá ser dado a alguém que teve ou tem importância para o município, independentemente de ter nascido ou estar residindo em Campo Mourão.
“Campo Mourão tem uma história riquíssima de fatos marcantes. Além destes fatos, temos personagens, que em todas as épocas deram parcela significativa para o estágio atual de desenvolvimento. Até porque uma cidade não se faz do dia para a noite. É fruto de gerações”, destacou o historiador e idealizador do projeto, Jair Elias dos Santos Júnior.
Participação do internauta – É claro que o leitor da Tribuna não poderia ficar de fora. A partir dessa segunda-feira, o site do jornal (www.tribunadointerior.com.br), dará oportunidade para qualquer pessoa votar. A personalidade escolhida pela maioria dos internautas terá um voto garantido na pesquisa.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Lula usou cópia da faixa presidencial no desfile de 7 de setembro


Legendas das fotos: Lula no desfile de 7 de setembro. A segunda fotografia é da posse, em 1º de janeiro de 2007

O presidente Lula, possivelmente, utilizou uma réplica da faixa presidencial no desfile de 7 de setembro. A faixa utilizada por Lula, é de tecido brilhante e o Brasão da República é totalmente colorido.
A faixa presidencial representa uma tradição que há 99 anos se repete no Brasil. Ela foi instituída por decreto em 1910, pelo presidente Hermes da Fonseca.
Na posse de Lula em 2007, o Palácio do Planalto iria fazer a substituição da faixa. Mas a polêmica do custo da troca, avaliada, em 36 mil reais, fez a Presidência desistir.
A faixa presidencial é de seda, com detalhes bordados em ouro e diamantes, e as franjas da sua ponta são feitas com correntes. No centro, à altura do peito, estão bordadas as Armas da República. Sob uma roda de tecido colocada por cima do encontro das duas pontas da faixa há ainda uma medalha da República, em ouro, anexada a um broche, também de ouro, com detalhes em diamantes.
Na história mundial, o uso de faixas vem de tempos imemoriais e representa uma condecoração de mérito, honra ou bravura. Alguns países, como os Estados Unidos, não possuem a tradição de usar faixas presidenciais; e os chefes de regimes monárquicos costumam usar, em ocasiões especiais, faixas de países que os homenagearam. É o que ocorre na Espanha, por exemplo.

Montagem de Ana Luiza Verzola

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Historiadores lançam livro no dia 14


Acontece no dia 14 (segunda-feira), o lançamento do livro “Oratórias Históricas” de autoria dos historiadores Pedro da Veiga e Jair Elias dos Santos Júnior. A noite de autógrafos acontece no encontro trimestral do Grupo de Pioneiros dos anos 50. O 37º Jantar do grupo será nas dependências da Churrascaria Minuano, às 20 horas.O livro “Oratórias Históricas” é um compêndio de discursos proferidos por personalidades que fizeram e marcaram a História de Campo Mourão. Presidentes da República, governadores, prefeitos, deputados, bispos, professores, homens e mulheres narrando, ao vivo, os momentos decisivos de história de Campo Mourão.

Segundo o historiador Jair Elias o livro “é um trabalho que faz um aprofundamento da nossa história. Nele podemos entender como as palavras agem sobre os indivíduos, compreendendo assim os sentidos e as ideologias que estes discursos transmitiram ao longo da história de Campo Mourão”.

Discursos – Constam no livro os discursos das seguintes personalidades: Moysés Lupion, Juscelino Kubitschek de Oliveira, Bento Munhoz da Rocha Netto, Milton Luiz Pereira, Ephigênio José Carneiro, Augustinho Vecchi, Horácio Amaral, Renato Fernandes Silva, Osvaldo Broza, José Carlos Cal Garcia, Dom Eliseus Simões Mendes, João Baptista de Oliveira Figueiredo, José Pochapski, Rubens Bueno, Tauillo Tezelli, Amélia de Almeida Hruschka, Rafael Greca de Macedo, Fernando Henrique Cardoso, Márcio Fernando Nunes, Nelson José Tureck, José Eugênio Maciel, Dilmar Daleffe, José Aroldo Gallassini, Pedro Viriato de Souza Filho, Nelson Bittencourt Prado, Darcy Deitos, Francisco Irineu Brzezinski, Egydio Martello, Osvaldo Mauro Filho, Marcos José Porto Soares e Vinicius Teodoro de Oliveira. O livro registra todos os discursos dos prefeitos eleitos de Campo Mourão, de 1963 a 2009.

Também os discursos de despedida dos prefeitos Horácio Amaral, Renato Fernandes Silva, José Pochapski, Rubens Bueno e Tauillo Tezelli. Destaque também para os pronunciamentos de três ex-presidentes da República em Campo Mourão: Juscelino Kubitschek, João Figueiredo e Fernando Henrique Cardoso.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Museu Oscar Niemeyer divulga laboratório para restaurar obras


A secretária especial para Coordenação do Museu Oscar Niemeyer, Maristela Quarenghi de Mello e Silva, divulgou oficialmente, nesta terça-feira (01), durante a Escola de Governo, a criação do Laboratório de Restauro da instituição. “Aumentamos consideravelmente nosso acervo, através de doações, compras e aquisições, de artistas nacionais, estrangeiros e locais. O laboratório é muito importante dentro de um museu, pois o acervo precisa ser cuidado. Este é o legado que deixaremos às futuras gerações”, afirmou a secretária. Para marcar a data, foi exibido um vídeo sobre o processo de restauração pelo qual passou a obra “Chegada de Góes e Vasconcellos”, de Arthur Nísio (Curitiba, PR 1906 – 1974).

Esse foi o primeiro trabalho realizado no novo setor. Atualmente, já com os equipamentos instalados, está sendo realizada a conservação de alguns trabalhos que integram o acervo, composto por aproximadamente 2,2 mil obras.

TÉCNICA – A obra do paranaense Arthur Nísio retrata a emancipação política do Paraná, em 1853, com a chegada do primeiro presidente da província, Zacarias de Góes e Vasconcelos. Com riqueza de detalhes, Nísio registrou o encontro das autoridades e do povo. Estima-se que a pintura foi produzida entre o fim da década de 40 e início da de 50. Por integrar o patrimônio do Estado, a obra permaneceu exposta no Palácio Iguaçu desde a inauguração daquele prédio, na década de 1950.

Pelo longo tempo de exibição, seu estado de conservação foi comprometido. A pintura estava escurecida e apresentava desprendimento da camada pictórica, oxidação do verniz e manchas d’água no verso, entre outros problemas.Para ser reapresentada na mostra de acervo do Museu Oscar Niemeyer, foi restaurada em tempo recorde, entre novembro e dezembro de 2008.

A grande dimensão da tela (4,30 m x 6,76 m) exigiu que a pintura fosse dividida em 28 quadrantes. Como a obra não pôde ser riscada, um barbante foi utilizado como guia para que cada pequeno quadrado recebesse os tratamentos necessários. Para detectar os problemas e descobrir o processo utilizado pelo artista, a pintura passou pelas análises com luz natural, ultravioleta e rasante. E também pela análise com lupa.Na primeira etapa, foram removidas as sujidades acumuladas e as partes com a pintura em descolamento. Na fase seguinte, foi realizado o nivelamento, ou preenchimento das lacunas, e a reintegração da camada pictórica. A técnica utilizada na obra de Nísio foi o pontilhismo, que consiste no preenchimento com pontinhos, um ao lado do outro.

A técnica produz uma ilusão de ótica que, sem se sobrepor, integra-se às pinceladas originais do artista. A limpeza do verso exigiu ação manual. Foi utilizado pó de borracha plástica em movimentos circulares para que a sujeira impregnada se soltasse. Para não produzir vinco na face da pintura, as bordas foram reforçadas com um tecido de linho desfiado e fixado com o auxílio de filme termoadesivo. Devido ao tamanho, a obra foi levada enrolada para o local em que seria exibida. Somente na sala expositiva, recebeu novo chassi – quadro de madeira que sustenta a tela esticada – e ganhou nova moldura.

O restauro foi concluído e a obra histórica de Arthur Nísio pode, novamente, ser apreciada pelo público.

Campo Mourão terá Centro Histórico


Praças São José e Getúlio Vargas em 1970, com a construção da Catedral em fase adiantada.
Começou a tramitar na Câmara Municipal, projeto de lei de autoria do vereador Prof. José Pochaspki (PPS), denominando o entorno das praças São José e Getúlio Vargas, como “Centro Histórico de Campo Mourão”.Explica a justificativa do projeto que “a criação do Bosque das Copaíbas, a transformação da antiga Estação Rodoviária na Estação da Luz “Dom Eliseu Simões Mendes”, abrigando a Biblioteca Municipal Prof. Egydio Martello e a Academia Mourãoense de Letras, a revitalização das praças Getúlio Vargas e São José, tornaram estes pontos em um novo cartão postal da cidade, com valor histórico imensurável” diz a mensagem justificativa do projeto de lei 120/2009.Além dos espaços culturais, caso seja aprovado, a iniciativa vai incentivar a preservação dos primeiros edifícios de alvenarias construídos na Avenida Capitão Índio Bandeira e na Avenida Irmãos Pereira, entre eles, a fachada do Edifício Mourão. Este prédio foi construído no início da década de 1960, projetado pelo engenheiro Lauro de Aquino, que executou a construção do Paço Municipal no período de 1962 a 1964.Além do valor arquitetônico, a iniciativa cita o historiador Pedro da Veiga, em sua obra “Campo Mourão Centro do Progresso”, sobre a área, relata que “em 30 de novembro de 1944, eram lançados, em definitivo as bases do patrimônio de Campo Mourão, com o mapeamento da área localizada no coração divisor dos rios km 123 e do Campo, onde foram demarcados os primeiros quarteirões do futuro núcleo urbano, onde hoje estão: a Praça Getúlio Vargas, a Estação Rodoviária Municipal, o Instituto Santa Cruz e a Telepar, definidos no processo de 17 de agosto de 1945”.Segundo Pochapski, a criação do Centro Histórico de Campo Mourão permitirá a preservação da nossa história e a utilização do referido local como “roteiro turístico do Município”.