Fernando Collor é o mais novo membro da Academia Alagoana de Letras (AAL). A posse ocorreu na última sexta-feira. Ele passou a ocupar a cadeira de número 20, que anteriormente pertenceu ao médico e educador Ib Gatto Falcão. No discurso de posse, Collor citou que “essa foi uma das homenagens mais generosas que já recebi em minha vida e me estimula a produzir novos trabalhos. Quanto ao livro literário, que todos me perguntam, ele virá na hora certa”.
Collor não é a única exceção dos políticos que tentaram se imortalizar nas academias. No estatuto da Academia Brasileira de Letras reza que seu principio central é a defesa da "cultura da língua nacional". Composta por quarenta membros efetivos e perpétuos, conhecidos como "imortais", escolhidos entre os cidadãos brasileiros que tenham publicado obras de reconhecido mérito ou livros de valor literário, e vinte sócios correspondentes estrangeiros.
Getúlio Vargas foi eleito em 7 de agosto de 1941, membro da ABL para a Cadeira 37, sucedendo a Alcântara Machado. Ele tomou posse em 29 de dezembro de 1943. Antes da posse, Vargas deixou por duas vezes o expediente do Palácio do Catete para visitar a biblioteca da entidade. O próprio Getúlio manifestou seu desejo de ingressar na Academia. No seu discurso de posse, Vargas propõe a simbiose necessária entre os homens de pensamento (intelectuais) e os de ação (políticos), para a tarefa de emancipação cultural. Vargas não tinha obra literária, mas, graças a uma edição de seus discursos, ele foi aceito.
Ao lançar o primeiro volume de sua biografia, Juscelino Kubitschek de Oliveira pensou em concorrer a uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Ele já havia sido eleito para a academia mineira, e estava então credenciado para o título de imortal. Se eleito, JK ia fazer da ABL uma tribuna para a redemocratização do país. Para isso, ele contou com o apoio do acadêmico Jorge Amado. Mas JK teve que amargar a primeira derrota de sua vida numa votação. Primeira e última.
Apesar das pressões, sondagens indicavam que poderia ganhar. No dia 23 de outubro de 1975, porém, Juscelino perdeu a disputa para o escritor goiano Bernardo Élis, por vinte votos a dezoito. Recebeu a notícia na casa da filha Maria Estela, onde havia uma festa preparada. "Vamos virar essa página", disse ele, e saiu dançando com a filha.
Depois comentaria: "Me venderam por um bloco de cimento". E anotou em seu diário: "Estou pulverizado por dentro. Pus muita fé na minha eleição. Desejava-a ardentemente, o prestígio que compensasse os imensos dissabores de 1964. [...] Nunca imaginei que a derrota pudesse me ferir tanto".
Os bastidores da eleição foram relevados tempos depois. Em jogo estava o pedido de financiamento para a construção de um edifício ao lado da sua sede, no centro do Rio. A eleição de JK iria atrapalhar os planos da ABL. Até Ney Braga, ministro da Educação, teve participação neste episódio, pressionando os imortais a não votarem no ex-presidente.
José Sarney ingressou na Academia Brasileira de Letras em 1980. Sexto ocupante da Cadeira nº 38, eleito em 17 de julho de 1980, na sucessão de José Américo de Almeida e empossado em 6 de novembro de 1980. Também é membro da Academia Maranhense de Letras.
A eleição de Sarney, 20 anos depois, foi satirizada pelo ex-presidente João Figueiredo. O ex-presidente achava incorreto Sarney concorrer, por estar exercendo na época a presidência do PDS (Partido Democrático Social). “Sarney, Sarney, deixa isso de lado. Você só tem aquele livro do negócio dos marimbondos e dois ou três sonetos” insistiu Figueiredo na época. Mesmo assim, Sarney manteve a candidatura. Figueiredo compareceu a posse, considerada por ele próprio um “dissabor”. Hoje, Sarney é o mais antigo acadêmico.
Fernando Henrique Cardoso, mesmo com uma vasta bibliografia de obras de sociologia, ainda não tentou ou não quis ainda concorrer uma vaga na ABL. Talvez até precavido, diante de uma provável derrota, pois vários membros da ABL já se manifestaram contrários a sua candidatura.
O ingresso de políticos nas academias de letras, com bibliografia resumida, reforça a simbiose proposta por Vargas da intelectualidade e o poder. E de intelectualidade que o Brasil precisa.
* Jair Elias dos Santos Júnior, licenciado em História.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
O maior mourãoense da História
Não percam a edição deste sábado, 10 de outubro de 2009 do jornal Tribuna. A edição que circula na data dos 62 anos de Campo Mourão e dos 41 anos do jornal, revelará quem é o maior mourãoense da História da cidade.A iniciativa é do jornal Tribuna, como parte das comemorações dos seus 41 anos. No sábado, a Tribuna circula com edição histórica com páginas dedicadas à vida das três personalidades mais importantes na história do município.
Os vencedores, cujo nomes estão sendo mantidos em sigilo até a edição do dia 10 de outubro, foram votados e escolhidos a partir de uma enquete que reuniu 61 pessoas de grande representatividade em Campo Mourão - Políticos, educadores, empresários, profissionais liberais e artistas, na eleição do mourãoense de maior expressão de todos os tempos.
“Este projeto é uma maneira de reconhecer o trabalho realizado por todas as pessoas que contribuíram com o desenvolvimento do Município, tornando Campo Mourão um exemplo bem-sucedido para o Paraná. Em nome da Tribuna e da equipe organizadora, agradecemos a participação e o grande interesse dos votantes, que de forma espontânea e direta, sem nenhuma relação prévia de nomes, escolheram suas personalidades", explica Dorlly Benthien Thomé, diretora da Tribuna do Interior .
Os votantes representando vários segmentos da socidade responderam a seguinte pergunta: “Quem foi a figura mais importante de Campo Mourão em todos os tempos?” E segundo a comissão organizadora, a única exigência foi de que o voto deveria ser dado a alguém que teve ou tem importância para o município, independentemente de ter nascido ou estar residindo em Campo Mourão.
Os vencedores, cujo nomes estão sendo mantidos em sigilo até a edição do dia 10 de outubro, foram votados e escolhidos a partir de uma enquete que reuniu 61 pessoas de grande representatividade em Campo Mourão - Políticos, educadores, empresários, profissionais liberais e artistas, na eleição do mourãoense de maior expressão de todos os tempos.
“Este projeto é uma maneira de reconhecer o trabalho realizado por todas as pessoas que contribuíram com o desenvolvimento do Município, tornando Campo Mourão um exemplo bem-sucedido para o Paraná. Em nome da Tribuna e da equipe organizadora, agradecemos a participação e o grande interesse dos votantes, que de forma espontânea e direta, sem nenhuma relação prévia de nomes, escolheram suas personalidades", explica Dorlly Benthien Thomé, diretora da Tribuna do Interior .
Os votantes representando vários segmentos da socidade responderam a seguinte pergunta: “Quem foi a figura mais importante de Campo Mourão em todos os tempos?” E segundo a comissão organizadora, a única exigência foi de que o voto deveria ser dado a alguém que teve ou tem importância para o município, independentemente de ter nascido ou estar residindo em Campo Mourão.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Requião autoriza licitação de obras de reforma do Palácio Iguaçu
O governador Roberto Requião autorizou nesta segunda-feira (5) a Secretaria de Obras Públicas a realizar licitação para a obra de reforma e recuperação do Palácio Iguaçu. A obra tem investimento previsto de R$ 25 milhões. Marco da arquitetura modernista paranaense, o Palácio Iguaçu foi construído na década de 1950, durante o governo de Bento Munhoz da Rocha Neto, e nunca foi reformado desde então.
“As obras de reforma e recuperação são extremamente necessárias, inclusive por questões de segurança”, informa o arquiteto Edson Klotz, coordenador do Setor de Projetos Especiais da Secretaria de Obras Públicas. Ele coordenou o levantamento das necessidades de reforma do edifício e a execução dos projetos para as obras.“A reforma será feita de forma a preservar as características históricas do Palácio Iguaçu e ainda adequar o prédio ao conceito de edifício inteligente, aplicando novas tecnologias de controle e automação de lógica, internet sem fio, segurança, proteção contra incêndios, ar condicionado e elevadores. É uma grande honra coordenar esse trabalho”, diz o secretário Júlio de Araújo Filho.Para Klotz, a obra é importantíssima.
“Além de ser o resgate do projeto original do arquiteto David Azambuja, que é um trabalho muito bom, é importante adequar o Palácio Iguaçu para que ele volte a exercer a função para que foi construído — ser a sede do Governo do Estado”, afirma.“A reforma do Iguaçu faz parte da recuperação do Centro Cívico, que se iniciou com a conclusão do edifício abandonado da Praça Nossa Senhora de Salete, hoje Palácio das Araucárias” informa a arquiteta Leila Levandoski, também funcionária do Setor de Projetos Especiais.
O Palácio Iguaçu foi totalmente desocupado no final de 2007. Desde então, arquitetos da Secretaria de Obras Públicas fizeram o levantamento da situação atual do edifício e elaboraram o estudo preliminar de reforma e recuperação. Com a finalização do projeto arquitetônico executivo e dos projetos complementares de engenharia, a Secretaria irá comandar a reforma e recuperação do Iguaçu.
Após as obras, o edifício voltará a ser o Palácio de Governo do Paraná e o edifício mais importante do executivo no Centro Cívico de Curitiba, completamente adequado às necessidades atuais em termos de funcionalidade e segurança.O edital de licitação para as obras deverá ser publicado nos próximos dias e poderá ser consultado no site “Compras Paraná”, no link http://www.comprasparana.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=15.
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